Catálogo da BE

domingo, 7 de março de 2010



A escritora, letrista e actriz Rosa Lobato Faria, morreu, dia 2 de Fevereiro de 2010, aos 77 anos, depois de uma semana de internamento num hospital privado. Foi colaboradora (dizendo poesias) de David Mourão-Ferreira em programas literários da televisão. Autora, entre outros, dos romances Flor do Sal, A Trança de Inês, Romance de Cordélia, O Prenúncio das Águas, ou mais recentemente A Estrela de Gonçalo Enes (ed. Quasi). Publicamos aqui a 'autobiografia' que escreveu para o JL há dois anos.


Autobiografia.


Quando eu era pequena havia um mistério chamado Infância. Nunca tínhamos ouvido falar de coisas aberrantes como educação sexual, política e pedofilia. Vivíamos num mundo mágico de princesas imaginárias, príncipes encantados e animais que falavam. A pior pessoa que conhecíamos era a Bruxa da Branca de Neve. Fazíamos hospitais para as formigas onde as camas eram folhinhas de oliveira e não comíamos à mesa com os adultos. Isto poupava-nos a conversas enfadonhas e incompreensíveis, a milhas do nosso mundo tão outro, e deixava-nos livres para projectos essenciais, como ir ver oscilar os agriões nos regatos e fazer colares e brincos de cerejas. Baptizávamos as árvores, passeávamos de burro, fabricávamos grinaldas de flores do campo. Fazíamos quadras ao desafio, inventávamos palavras e entoávamos melodias nunca aprendidas.


Na Infância as escolas ainda não tinham fechado. Ensinavam-nos coisas inúteis como as regras da sintaxe e da ortografia, coisas traumáticas como sujeitos, predicados e complementos directos, coisas imbecis como verbos e tabuadas. Tinham a infeliz ideia de nos ensinar a pensar e a surpreendente mania de acreditar que isso era bom. Não batíamos na professora, levávamos-lhe flores.


E depois ainda havia infância para perceber o aroma do suco das maçãs trincadas com dentes novos, um rasto de hortelã nos aventais, a angustia de esperar o nascer do sol sem ter a certeza de que viria (não fosse a ousadia dos pássaros só visíveis na luz indecisa da aurora), a beleza das cantigas límpidas das camponesas, o fulgor das papoilas. E havia a praia, o mar, as bolas de Berlim. (As bolas de Berlim são uma espécie de ex-libris da Infância e nunca mais na vida houve fosse o que fosse que nos soubesse tão bem).


Aos quatro anos aprendi a ler; aos seis fazia versos, aos nove ensinaram-me inglês e pude alargar o âmbito das minhas leituras infantis. Aos treze fui, interna, para o Colégio. Ali havia muitas raparigas que cheiravam a pão, escreviam cartas às escondidas, e sonhavam com os filmes que viam nas férias. Tínhamos a certeza de que o Tyrone Power havia de vir buscar-nos, com os seus olhos morenos, depois de nos ter visto fazer uma entrada espampanante no salão de baile onde o Fred Astaire já nos teria escolhido para seu par ideal.


Chamava-se a isto Adolescência, as formas cresciam-nos como as necessidades do espírito, música, leitura, poesia, para mim sobretudo literatura, história universal, história de arte, descobrimentos e o Camões a contar aquilo tudo, e as professoras a dizerem, aplica-te, menina, que vais ser escritora. Eram aulas gloriosas, em que a espuma do mar entrava pela janela, a música da poesia medieval ressoava nas paredes cheias de sol, ay eu coitada, como vivo em gran cuidado, e ay flores, se sabedes novas, vai-las lavar alva, e o rio corria entre as carteiras e nele molhávamos os pés e as almas.



Além de tudo isto, que sorte, ainda havia tremas e acentos graves. Mas também tínhamos a célebre aula de Economia Doméstica de onde saíamos com a sensação de que a mulher era uma merdinha frágil, sem vontade própria, sempre a obedecer ao marido, fraca de espírito que não de corpo, pois, tendo passado o dia inteiro a esfregar o chão com palha de aço, a espalhar cera, a puxar-lhe o lustro, mal ouvia a chave na porta havia de apresentar-se ao macho milagrosamente fresca, vestida de Doris Day, a mesa posta, o jantarinho rescendente, e nem uma unha partida, nem um cabelo desalinhado, lá-lá-lá, chegaste, meu amor, que felicidade! (A professora era uma solteirona, mais sonhadora do que nós, que sabia todas as receitas do mundo para tirar todas as nódoas do mundo e os melhores truques para arear os tachos de cobre que ninguém tinha na vida real).


Mas o que sabíamos nós da vida real? Aos 17 anos entrei para a Faculdade sem fazer a mínima ideia do que isso fosse. Aos 19 casei-me, ainda completamente em branco (e não me refiro só à cor do vestido). Só seis anos, três filhos e centenas de livros mais tarde é que resolvi arrumar os meus valores como quem arruma um guarda-vestidos. Isto não, isto não se usa, isto não gosto, isto sim, isto seguramente, isto talvez. Os preconceitos foram os primeiros a desandar, assim como todos os itens que à pergunta porquê só me tinham respondido porque sim, ou, pior, porque sempre foi assim. E eu, tumba, lixo, se sempre foi assim é altura de deixar de ser e começar a abrir caminho às gerações futuras (ainda não sabia que entre os meus 12 netos se contariam nove mulheres). Ouvi ontem uma jovem a dizer, a revolução que nós fizemos nos últimos anos. Não meu amor: a revolução que NÓS fizemos nos últimos 50 anos. Mas não interessa quem fez o quê. É preciso é que tenha sido feito. E que seja feito. E eu fiz tudo, quando ainda não era suposto. Quando descobri que ser livre era acreditar em mim própria, nos meus poucos, mas bons, valores pessoais.


Depois foram as circunstâncias da vida. A alegria de mais um filho, erros, acertos, disparates, generosidades, ingenuidades, tudo muito bom para aprender alguma coisa. Tudo muito bom. Aprender é a palavra-chave e dou por mal empregue o dia em que não aprendo nada. Ainda espero ter tempo de aprender muita coisa, agora que decidi que a Bíblia é uma metáfora da vida humana e posso glosar essa descoberta até, praticamente, ao infinito.


Pois é. Eu achava, pobre de mim, que era poetisa. Ainda não sabia que estava só a tirar apontamentos para o que havia de fazer mais tarde. A ganhar intimidade, cumplicidade com as palavras. Também escrevia crónicas e contos e recados à mulher-a-dias. E de repente, aos 63 anos, renasci. Cresceu-me uma alma de romancista e vá de escrever dez romances em 12 anos, mais um livro de contos (Os Linhos da Avó) e sete ou oito livros infantis. (Esta não é a minha área, mas não sei porquê, pedem-me livros infantis. Ainda não escrevi nenhum que me procurasse como acontece com os romances para adultos, que vêm de noite ou quando vou no comboio e se me insinuam nos interstícios do cérebro, e me atiram para outra dimensão e me fazem sorrir por dentro o tempo todo e me tornam mais disponível, mais alegre, mais nova).


Isto da idade também tem a sua graça. Por fora, realmente, nota-se muito. Mas eu pouco olho para o espelho e esqueço-me dessa história da imagem. Quando estou em processo criativo sinto-me bonita. É como se tivesse luzinhas na cabeça. Há 45 anos, com aquela soberba muito


feminina, costumava dizer que o meu espelho eram os olhos dos homens. Agora são os olhos dos meus leitores, sem distinção de sexo, raça, idade ou religião. É um progresso enorme.


Se isto fosse uma autobiografia teria que dizer que, perto dos 30, comecei a dizer poesia na televisão e pelos 40 e tais pus-me a fazer umas maluqueiras em novelas, séries, etc. Também escrevi algumas destas coisas e daqui senti-me tentada a escrever para o palco, que é uma das coisas mais consoladoras que existem (outra pessoa diria gratificantes, mas eu, não sei porquê, embirro com essa palavra). Não há nada mais bonito do que ver as nossas palavras ganharem vida, e sangue, e alma, pela voz e pelo corpo e pela inteligência dos actores. Adoro actores. Mas não me atrevo a fazer teatro porque não aprendi.


Que mais? Ah, as cantigas. Já escrevi mais de mil e 500 e é uma das coisas mais divertidas que me aconteceu. Ouvir a música e perceber o que é que lá vem escrito, porque a melodia, como o vento, tem uma alma e é preciso descobrir o que ela esconde. Depois é uma lotaria. Ou me cantam maravilhosamente bem ou tristemente mal. Mas há que arriscar e, no fundo, é só uma cantiga. Irrelevante.


Se isto fosse uma autobiografia teria muitas outras coisas para contar. Mas não conto. Primeiro, porque não quero. Segundo, porque só me dão este espaço que, para 75 anos de vida, convenhamos, não é excessivo.


Encontramo-nos no meu próximo romance.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Maria Teresa Maia Gonzalez



Maria Teresa Maia Gonzalez, licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, co-autora da colecção "O Clube das Chaves", da qual já se publicaram 21 volumes, é autora de inúmeras outras obras, incluindo vários títulos premiados. "A Lua de Joana", o seu maior sucesso editorial, já conta com 16 edições e 220 000 exemplares vendidos. O seu livro, "O Pai no Tecto", tem sido igualmente bem recebido pelos jovens leitores e professores.
É uma das mais vendidas e prestigiadas autoras portuguesas de livros dedicados a crianças e jovens adolescentes. Inicia com a publicação deste livro na Principia, uma colaboração na área dos livros para crianças e jovens adolescentes, com livros cujo conteúdo pretende transmitir uma mensagem espiritual e um sentido de religiosidade adaptado à idade do público-alvo.


quinta-feira, 4 de março de 2010

Sempre do Teu Lado.



Livro recomendado para o 6º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma e/ou a leitura com apoio do professor ou dos pais.


Da autoria de Maria Teresa Maia González, autora do bestseller A Lua de Joana, Sempre do Teu Lado é um verdadeiro hino à amizade! Uma carta de Félix, um cão, ao seu dono, Guilherme! Félix acompanha Guilherme desde os 12 anos, nos melhores e nos piores momentos da sua vida. Tornam-se amigos de verdade e grandes confidentes. Mas a vida de Guilherme evolui, este cresce, sai de casa dos pais, e a Feliz resta-lhe esperar que um dia o seu amigo regresse...



Isabel Alçada nasceu em Lisboa a 29 de Maio de 1950, filha mais velha de uma família maioritariamente feminina. A casa estava sempre cheia de tias e primas de todas as idades, gente muito alegre e comunicativa. As crianças ocupavam o primeiro lugar, mas todas se submetiam à autoridade paterna, uma autoridade firme, positiva, criativa. Era o pai quem convidava os amigos, organizava passeios, jogos, piqueniques, viagens. Era também o grande contador de histórias, um permanente estímulo intelectual para as três filhas.


A infância e juventude decorreram portanto num ambiente caloroso e feliz.


Foi aluna do Liceu Francês Charles Lepierre, onde concluiu o Ensino Secundário.


Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ainda estudante, casou, teve uma filha e começou a trabalhar na Psicoforma - Centro de Formação e Orientação Profissional. Concluído o curso, ingressou na Direcção-Geral de Educação Permanente do Ministério da Educação, de onde transitou para o Secretariado da Reestruturação do Ensino Secundário em 1975/1976.


Em Setembro de 1976 iniciou a actividade docente como professora de Português e História do 2.o ciclo. Nesse mesmo ano fez o Estágio Pedagógico na Escola Preparatória Fernando Pessoa, em Lisboa, sendo convidada no ano seguinte para trabalhar na Formação de Professores como orientadora de estágio. Nessa qualidade participou em diversos cursos e seminários sobre a didáctica da História realizados no País e no estrangeiro. Mais tarde desempenhou funções no Conselho Directivo da sua escola, acumulando com um cargo na direcção do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa.


Nos anos lectivos de 1982/1983 fez o Mestrado em Ciências da Educação pela Universidade de Boston, após o que passou a trabalhar no Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério de Educação.


A partir de 1985 integrou o quadro de professores da Escola Superior de Educação de Lisboa, onde continua a leccionar, acumulando o ensino com a coordenação da Biblioteca-Centro de Recursos.


Em 1987 foi convidada pela Comissão da Comunidade Europeia para integrar uma equipa de especialistas europeus em formação de professores, tendo realizado, em parceria com os técnicos dos outros países comunitários, o estudo Estratégias de Formação de Professores nos Países da CEE. Efectuou a preparação do doutoramento em Ciências da Educação na Universidade de Liège.


No ano lectivo 1995/1996 foi nomeada pelo ministro da Educação coordenadora do grupo de trabalho encarregado de conceber a rede de bibliotecas escolares, e no ano lectivo de 1996/1997 foi nomeada para coordenar a equipa encarregada de estudar a problemática do livro escolar. Em Janeiro de 2001 assumiu o cargo de Administradora da Fundação de Serralves, em regime de voluntariado.


A par desta intensa actividade no domínio da educação, estreou-se como escritora de livros infanto-juvenis em parceria com Ana Maria Magalhães em 1982.


Os seus livros, que marcaram uma viragem na história da literatura infantil portuguesa, reflectem a longa e rica experiência educativa, são eco de uma infância e juventude particularmente felizes e traduzem o seu enorme talento para comunicar com os mais novos.

Ana Maria Magalhães



Ana Maria Magalhães nasceu em Lisboa a 14 de Abril de 1946, no seio de uma enorme família onde as crianças ocupavam o primeiro lugar. A casa albergava pais, avós, uma tia viúva, notável contadora de histórias. Ali eram recebidas também com frequência os muitos tios e primos, que se instalavam para passar temporadas quando vinham do Porto, da Régua, de Moncorvo, trazendo consigo outras posturas, outras histórias, uma linguagem diferente com outras expressões, outras sonoridades. A infância e juventude decorreram portanto num ambiente alegre, caloroso, rico de experiências humanas.


Foi aluna do Colégio Sagrado Coração de Maria, onde concluiu o ensino secundário. Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo acumulado, durante os três primeiros anos, com a frequência do Curso Superior de Psicologia Aplicada no ISPA. O casamento, aos 21 anos, obrigaria a uma opção. Ainda estudante, começou a trabalhar no Cambridge School e depois no Gabinete de Estudos dos Serviços de Apoio à Juventude (FAOJ) do Ministério da Educação.


Iniciou a actividade docente como professora de História de Portugal do 2.º ciclo no ano lectivo de 1969/1970 no Liceu António Enes em Lourenço Marques, Moçambique.


O contacto próximo com crianças africanas, indianas, chinesas e portuguesas foi tão motivante que, de regresso a Lisboa, decidiu enveredar definitivamente pela carreira docente. Encontrou colocação na Escola Preparatória de Salvaterra de Magos, onde teve oportunidade de conhecer o meio rural, experiência muito gratificante, apesar das dificuldades inerentes ao facto de trabalhar longe de casa tendo dois filhos pequenos.

No ano lectivo de 1976/1977 fez estágio pedagógico do 1.º grupo na Escola Preparatória Fernando Pessoa, em Lisboa. Entre 1980 e 1982 desempenhou funções na Formação de Professores de História (delegada com profissionalização em exercício). Em 1982 foi convidada para Técnica do Serviço de Ensino de Português no Estrangeiro. Nessa qualidade preparou e apresentou cursos de formação de professores, visitou escolas em vários países da Europa e nos Estados Unidos da América, participou em seminários do Conselho da Europa em Portugal e no Estrangeiro.


O ministro da Educação chamou-a para integrar a equipa que se ocupou da Reforma do Sistema Educativo entre 1989 e 1991. Desempenhou funções de coordenadora de reforma curricular do 2.º ciclo. Nos dois anos seguintes dedicou-se a um estudo sobre os jovens e a leitura no âmbito do Instituto de Inovação Educacional.
Em 1994 aceitou o convite da Expo’98 para dirigir o Jornal do Gil. Em 1997 foi destacada para o gabinete do Ministro da Educação a fim de estabelecer a ligação pedagógica entre o Pavilhão de Portugal da Expo’98 e as escolas.


A par desta intensa actividade no domínio da educação, estreou-se como escritora de livros infanto-juvenis em parceria com Isabel Alçada em 1982.


Os seus livros, que marcaram uma viragem na história da literatura infantil portuguesa, reflectem a longa e rica experiência educativa, são eco de uma infância e juventude particularmente felizes e traduzem o seu enorme talento para comunicar com os mais novos.


Autobiografia (publicada na edição de 31 de Agosto do Jornal de Letras)

Quero Ser Outro, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçado


Alexandre estava farto da escola, farto da família, farto da rapariga que o persegue e de quem não gosta, farto da paixão pela rapariga de quem gosta e que não gosta dele, farto de si próprio.
Uma noite, nas Docas, encontra um rapaz muito parecido com ele que lhe diz andar embarcado ao serviço de um milionário e estar farto do patrão, das viagens constantes e de ver só mar dias seguidos. Resolvem então trocar de identidades por um mês e partem para a grande aventura de ser outro.

Concurso de Leitura: mês de Março



As obras seleccionadas para este mês de Março são:




2.º Ciclo: Quero Ser Outro, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.



3.º Ciclo: Sempre do Teu Lado, de Maria Teresa Maia Gonzalez.



Boas leituras!


terça-feira, 2 de março de 2010

Semana da Leitura 2010




O Plano Nacional de Leitura vem novamente propor, a todas as escolas, que organizem actividades educativas para comemorar a Semana Nacional da Leitura – 2010 que irá decorrer de 1 a 5 de Março.



É tarefa da escola estimular a leitura em si mesma indo ao encontro dos gostos pessoais do aluno, fomentando o prazer de ler. Em suma:, seja qual for a modalidade pedagógica ou estratégia/actividade escolhidas para abordar um texto, o que importa é fazer do aluno um leitor activo, capaz de seleccionar informação, formular hipóteses, construir sentidos, mobilizando referências culturais diversas, comparar/confrontar textos lidos, tornando-se progressivamente mais competente como leitor . Considerando o acto de ler, como processo complexo, ele acciona toda uma série de mecanismos de conhecimentos, reflexões, inferências e relações com outras realidades, outras experiências de vida que estão para lá do texto, são metatexto, resultantes de uma mundividência e mundivivência próprias de cada leitor/aluno: o acto de ler, como acto compreensivo, interpretativo, reflexivo e inferencial deve proporcionar a activação do sentido crítico, proporcionando a criação de novas realidades intra e extratextuais. Ler é sempre um acto criativo de construção e (reconstrução) de sentidos. Assim, conscientes do papel da leitura na importância de celebrar e incentivar o prazer de ler entre crianças e jovens, iremos realizar várias actividades e gostaríamos de poder contar com a participação das famílias e de amigos que tenham disponibilidade para vir à escola. As actividades são as seguintes:



PROGRAMA

2.ª Feira

@ 8:30 - Apresentação do Programa e abertura da exposição: OBJECTOS COM VIANA LÁ DENTRO (átrio da escola.

@ 9:00 – Abertura da mini-feira do livro (na BE/CRE).

@ 10:00 – Abertura da exposição sobre a leitura e os mais célebres escritores do séc. XX.

3.ª Feira

@ 8:30 – Apresentações, em power point, relativa a vários escritores (BE/CRE, Sala dos Professores e Cantina/refeitório).

@ 10:15 – Leitura de Poemas com Viana lá dentro: 8.º A lê poemas de autores vianenses (BE/CRE)

4.ª Feira

@ 8:30 – Apresentações, em power point, relativa a vários escritores (BE/CRE, Sala dos Professores e Cantina/refeitório).

@ 10:15 – Leitura de Poemas com Viana lá dentro: 8.º C lê poemas de autores vianenses e um poema sobre Viana (BE/CRE).

@ 14:30 – Conversa com a escritora Manuela Monteiro (BE/CRE).

5.ª Feira

@ 8:30 – Apresentações, em power point, relativa a vários escritores (BE/CRE, Sala dos Professores e Cantina /refeitório).

@ 14:30 – Projecção de vídeos sobre leitura e escritores portugueses (BE/CRE, SALA DOS Professores e Cantina /refeitório).

6.ª Feira

@ 8:30 – Apresentações, em power point, relativa a vários escritores (BE/CRE, Sala dos Professores e Cantina/refeitório).

@ 10:15 – Leitura de Poemas com Viana lá dentro: 8.º F lê poemas sobre Viana escritos por alunos do 8.º ano. (BE/CRE).

@ 14:30 – Projecção de vídeos sobre leitura e escritores portugueses (BE/CRE, SALA DOS Professores e Cantina /refeitório).






A Biblioteca Escolar programou actividades que visam a promoção da leitura e o contacto com escritores e/ou ilustradores. Assim, no mês de Fevereiro, tivemos a apresentação do livro Palavras tuas e minhas, da autoria da escritora La Salette Sá. Trata-se de uma obra que reúne poesias de crianças/adolescentes e da própria autora.


Antes do início da actividade, o grupo de repórteres da BE/CRE (Rui Lima e Simón, do 7.º E), fizeram uma breve entrevista à escritora convidada. Pelas 21:30, deu-se início à actividade, tendo feito o Coordenador da BE/CRE uma breve apresentação da escritora, sua ex-professora e de quem guarda gratas recordações. Seguidamente, intercalaram-se sessões de declamação de poesia das diferentes obras da poetisa, com momentos musicais (guitarra, violino e violoncelo). As declamações foram feitas por vários alunos da nossa escola, bem como as sessões musicais que também contaram com a colaboração da Academia de Música de Viana do Castelo. Deixamos o nosso agradecimento ao professor Cristiano e professora Manuel Marques pela perfeita articulação levada a efeito entre as duas instituições de ensino. Pelas 22 horas, a Dr.ª Cecília, Directora do nosso Agrupamento, fez a apresentação da obra da escritora, num momento de excelente eloquência, transmitindo, dessa forma, o pensar, agir e sentir de uma escritora sensível, mas que, por isso, nos transmite uma nostalgia de criança que nos transporta nas asas do sonho, não de uma infância perdida, mas de uma infância vivida que ultrapassa os insensíveis efeitos de um tempo passado. É toda uma poesia que nos conduz a um tempo criança que se perpetua num presente vivido e num futuro ansiado. Também, pela primeira vez, a irmã da escritora, a nossa colega Natividade Sá, fez uma breve descrição sentida da mulher escritora, mãe, professora e irmã protectora atenta.

No final da apresentação, foi possível a cada um de nós adquirir um exemplar. Houve, também, uma sessão de autógrafos.
Esta actividade realizou-se no dia 19 de Fevereiro (sexta-feira), pelas 21:30 e contou com a participação de muitos alunos, Encarregados de Educação e alguns professores.

Obrigado, La Salette Sá, pela magnífica noite que nos proporcionou.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Recolha fde bens para a Madeira



Campanha de recolha de bens essenciais para envio para a Madeira

A partir do dia 23/ Fevereiro, os CTT lançam uma campanha nacional de recolha de bens essenciais para envio para a Madeira, no âmbito do seu Programa de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social, com aceitação em todas as 900 Estações de Correio do País.

Basta a qualquer pessoa dirigir-se a uma Estação de Correios, pedir a caixa solidária grátis, enchê-la com os bens e marcar como destinatário a palavra MADEIRA.

Não é preciso selo nem mais morada e o envio é grátis. Os CTT tratam de entregar os bens.
A Instituição destinatária será a Caritas da Madeira que, já informou que estavam a precisar principalmente dos seguintes produtos/bens:

- Lençóis
- Cobertores

- Mantas
- Almofadas

- Roupa interior (H/ S e criança)
- Roupa em geral
- Produtos de higiene
- Fraldas
- Leite em pó
- Comida para bebé
- Enlatados

http://www2.ctt.pt/fewcm/wcmservlet/ctt/grupo_ctt/imprensa/imprensa/destaques/Imprensa171-AjudaMadeira.html

domingo, 21 de fevereiro de 2010



Ministra da Educação, em entrevista ao Expresso, referiu: "Para mim, educação é comunicação e informação. Uma escola do séc. XXI é aquela em que professores e alunos usem o espaço que tenha recursos de educação. (...) a criança de hoje não pode olhar para a escola como se fosse uma coisa do passado. E não estou a dizer que tem de se transformar a aprendizagem, com o uso das novas tecnologias, numa coisa lúdica. (...) mas fazer pesquisa, encontrar e recolher informação...". Isabel Alçada compreende que o paradigma educacional se alterou substancialmente e que à escola do presente são colocadas novas exigências. Mais do que ser uma mera transmissora de saberes, a escola tem que fornecer e dotar os alunos de ferramentas que lhes permitam ter acesso à informação de um modo selectivo, organizado e pertinente. Deste modo, o aluno tem de estar dotado de um espírito crítico bem estruturado que lhe permita aceder a essa informação com eficácia, propriedade e retirar dela aquilo que verdadeiramente é substancial para uma determinada finalidade. Deste modo, as BE/CRE têm um papel de real importância neste novo desafio. Estamos na era do nativo digital, contudo, se não for devidamente instruído, poderemos estar a formar, apenas, consumidores inconscientes de informação não estruturada e pouco significativa na preparação de cidadãos críticos e socialmente interventivos.




Amnistia Internacional.



Desde 1995 que existe em Viana do Castelo um grupo da Amnistia Internacional (Grupo Local Portugal 24).


Nestes 15 anos o número de membros e a capacidade de acção foi variando ao sabor das vidas dos voluntários e da disponibilidade.
Quando começaram, em 1995, ainda não havia a net como a conhecemos e ainda usam selos de correio para os apelos pelos detidos e torturados. A causa da defesa dos direitos humanos continua a ter a mesma urgência.


Os membros actuais do grupo acham que é possível alargar a participação. Assim em 19 de Fevereiro organizou-se uma reunião para esse objectivo. O grupo de cerca de uma dezena de participantes decidiu organizar outro encontro aberto a todos os interessados (membros ou não da AI) para discutir formas de aumentar a participação e de potenciar o facto de um dos grupos mais antigos em actividade do país ser no nosso concelho. É no próximo dia 5 de Março, pelas 21h30m, na sede da SIRD (Sociedade de Instrução e Recreio Darquense - junto à Caixa geral de depósitos em Darque). Apareçam! Pelo menos tomam um café com o grupo.


Os interessados podem ver o site internacional da AI e aí procurar a página da secção portuguesa. Contactos: luismbraga@sapo.pt 258320375

Breve entrevista à escritora La Salette Sá.



A nossa BE/CRE, para além de ter em funções alunos monitores, organizou e dinamizou um grupo de jovens repórteres que passarão a cobrir todas as actividades realizadas na nossa escola e, em particular, na nossa BE/CRE. Assim, estes repórteres elaboram os guiões de entrevista, procedem à cobertura fotográfica e, posteriormente, redigirão as notícias. Brevemente, quando este grupo estiver em pleno funcionamento, pensamos (re)editar o jornal do agrupamento. Seguidamente, transcrevemos uma síntese da entrevista realizada. O repórter de serviço foi o aluno Rui Lima, do 7.º E.



Entrevista:



Rui Lima: Qual foi o tema de que gostou mais neste livro "Palavras Tuas e Minhas"?


La Salette: O tema que eu mais gostei de trabalhar no livro "Palavras Tuas e Minhas" foi "A Beleza de Íris" que é o primeiro poemazinho da segunda parte.



RL: Pode-nos dizer se há mais algum projecto deste género a ser trabalhado?


LS: Está a começar a ser trabalhado um novo projecto. Vou, agora, lançar o isco no final deste evento para ver se há meninos novos que queiram participar e tenho já ideias de uma coisa nova, mas é tudo segredo e mistério, para já.



RL: Acha que este livro tem um lugar especial na lista dos seus favoritos?



LS: Sou suspeita... sou suspeita... mas digo que sim. Acho que tem, assim como todos os outros que escrevi e gostaria muito que toda a gente o lesse e que também o apreciasse como eu gostei de o fazer. Portanto, espero que ele vá avante.



RL: Obrigado.


LS: De nada, filho.



No dia 19 de Fevereiro, pelas 21:30, recebemos na nossa BE/CRE a professora e escritora La Salette Sá, autora de várias obras poéticas que contaram com a colaboração de vários alunos da nossa escola e outros jovens. Assim, os poemas constantes nos primeiros livros eram acompanhados de ilustrações elaboradas pelos alunos e jovens. Já o último livro lançado e apresentado na nossa escola, sofreu uma pequena inovação, visto que, para além das referidas ilustrações, contém poemas dos próprios alunos. Neste momento, só nos é possível fazer esta breve síntese da actividade realizada, uma vez que ainda não possuímos todas as fotos. Muito em breve, apresentaremos uma descrição mais detalhada da referida actividade.

O aluno Ricardo Cardante, do 8.º F, elaborou um cartaz para divulgar o blogue da nossa BE/CRE. Esse cartaz será afixado em determinados espaços da nossa escola. Assim, convidamos toda a comunidade educativa a visitar o nosso blogue. Do mesmo modo, podem enviar artigos de opinião, divulgação de informação e/ou actividades e outros trabalhos que considerem de interesse para serem publicados neste blogue. Também podem deixar os vossos comentários, sugestões de actividades para serem dinamizadas pela BE, bem como propor projectos de parceria. A BE/CRE é um espaço de todos e para todos e está ao serviço das aprendizagens, visando a promoção do sucesso educativo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Candidaturas RBE 2010


No dia 15 de Fevereiro foi publicada a lista das escolas públicas e outros estabelecimentos de ensino que apresentaram candidatura ao Programa da Rede Bibliotecas Escolares (RBE). As candidaturas aparecem ordenadas por número de entrada. A nossa escola aparece com o número 466. Candidatámos as escolas E.B. 1 da Igreja e Calvário (Meadela), que apenas têm serviço de Biblioteca, mas não estão dotadas de um espaço próprio que funcione como Biblioteca Escolar. A escola da Igreja é a que, no distrito, apresenta o maior número de alunos, o que justifica a existência de uma BE. Contudo, não será uma candidatura fácil, atendendo ao facto de, para integrar a rede, a sala que, actualmente, possui algumas estantes e um número muito reduzido de livros e funcionar, também, como sala de TIC (AEC), necessita de obras de ampliação ou, então, que as aulas de TIC passem a ocupar outro espaço, o que se tornará quase impossível, atendendo a que todos os espaços estão ocupados com salas de aulas. Quanto às obras de ampliação, as mesmas não constam do Plano De Actividades da Câmara Municipal. Quanto à escola do Calvário, a mesma, embora apresente um espaço que pode acolher uma BE, a população estudantil é inferior ao exigido pela Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) para que a mesma possa beneficiar desse espaço. Apesar desse constrangimento, apresentamos a sua candidatura à RBE. Também, segundo informação da autarquia, a mesma beneficiará de obras de ampliação no próximo ano lectivo. Para consultarem as escolas que se candidatarem podem clicar em:http://www.rbe.min-edu.pt/np4/710.html

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O Corso Carnavalesco.



O Corso de Carnaval, uma tradição à qual milhares assistem nas ruas da cidade, contou em 2010 com a participação de 34 grupos e associações e com mais de 1500 inscritos, a que acresceram os normais foliões que se associaram mascarados e de forma espontânea.


O Corso percorreu várias artérias da cidade e as “Cenas da Vida Portuguesa” encheram as ruas de imensa diversão. Assim, a nossa escola apresentou um quadro alusivo ao amor e contou com a participação de mais de vinte e cinco alunos, que, com a sua boa disposição, deram corpo a momentos de diversão e a um convívio saudável. Partindo do amor de D. Pedro com D. Inês, foi criado todo um quadro burlesco, em que os alunos deram vida a piratas, sevilhanas, anjos e demónios, belas muçulmanas encantadas… Claro, não poderia faltar a figura de D. Pedro e D. Inês, paradigmas do amor fatal, que, cadavérica, Inês assumia o papel central, sentada no seu real trono e rodeada por algozes.


Esta actividade faz parte de algumas iniciativas que a Biblioteca Escolar está a dinamizar no âmbito do “Concurso Inês de Castro”, da responsabilidade do Plano Nacional de Leitura (PNL).




Carnaval - Origem Etimológica (origem da palavra)


O Carnaval é, por excelência, o período espectacularmente mais festivo do ano. Nesta época, que antecede os 40 dias que compõem a Quaresma, tudo (ou quase tudo) é permitido. As pessoas saem à rua envergando máscaras que ocultam a sua identidade, vestindo trajes que escondem a sua personalidade e tomando atitudes muito diferentes das que são, geralmente, socialmente aceites.

O Carnaval, como o conhecemos hoje, tem a duração de três dias que vão do Domingo Gordo à Terça-feira Gorda. A quarta-feira seguinte, conhecida por Quarta-feira de Cinzas ou Entrudo (do latim, introitus, que significa entrada), simboliza a entrada no período da Quaresma, que antecede a Páscoa.

Sobre a origem da palavra, não há unanimidade entre os estudiosos. Há quem defenda que a palavra Carnaval deriva de carne vale (adeus carne!) ou de carne levamen (supressão da carne). Esta interpretação da origem etimológica da palavra leva-nos, indubitavelmente, para o início do período da Quaresma, uma pausa de 40 dias nos excessos cometidos durante o ano, excessos esses que incluem, segundo a religião católica, a alimentação. Assim, a Quaresma era, na sua origem, não apenas um período de reflexão espiritual como também uma época de privação de certos alimentos como a carne.

Outra interpretação para a etimologia da palavra é a de que esta derive de currus navalis, expressão anterior ao Cristianismo e que significa carro naval. Esta interpretação baseia-se nas diversões próprias do começo da Primavera, com cortejos marítimos ou carros alegóricos em forma de barco, tanto na Grécia como em Roma e, posteriormente, entre os Teutões.

De qualquer forma, seja qual for a origem da palavra Carnaval, a verdade é que o seu conceito se fundiu completamente na sociedade. Brincar ao Carnaval é já uma tradição que poucos dispensam
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010


Por ocasião da comemoração do Dia Mundial da Poesia 2010, que se realiza no CCB no dia 21 de Março, o Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém, numa iniciativa conjunta, lançaram um desafio às escolas, convidando-as a participarem num Concurso de Poesia.

O Concurso Faça Lá um Poema procurava incentivar o gosto pela leitura e escrita de poesia e destinava-se a quatro níveis de ensino, desde o 1.º Ciclo ao Ensino Secundário, e nele poderiam participar quaisquer alunos de escolas públicas e privadas.

As escolas participante deveriam seleccionar e apresentar a concurso um máximo de três poemas por cada nível de ensino. Esta selecção ficaria ao critério de cada escola, com autonomia, sugerindo-se, no entanto, que o processo fosse dinamizado pelo professor bibliotecário ou pelo responsável da BE.

A entrega de prémios terá lugar no CCB, em Lisboa, a 21 de Março de 2010 e será integrada no programa do Dia Mundial da Poesia.

Da nossa escola, foram seleccionados os alunos:

- Cláudia Moreira Araújo, do 7.º ano, com o poema Um desejo de voar.

- Filipe Silva de Matos, do 7.º ano, com o poema O meu amigo esquilo.

- Leonor Domingues Francisco, do 7.º ano, com o poema O caminho da vida.

domingo, 14 de fevereiro de 2010



A Biblioteca Escolar programou actividades que visam a promoção da leitura e o contacto com escritores e/ou ilustradores.



Assim, neste mês de Fevereiro, teremos a apresentação do livro Palavras tuas e minhas, da autoria da escritora La Salette Sá. Trata-se de uma obra que reúne poesias de crianças/adolescentes e da própria autora.


No dia da apresentação, será possível a cada um de nós adquirir um exemplar. No final, haverá também uma sessão de autógrafos.



Esta actividade realizar-se-á no dia 19 de Fevereiro (sexta-feira), pelas 21:30 e será aberta a toda a comunidade educativa.



Contamos com a vossa presença!


Monitores da Biblioteca Escolar


Os Monitores da Biblioteca Escolar já iniciaram funções.

As candidaturas para esta actividade iniciaram-se a 19 de Janeiro. Após a análise das candidaturas, o coordenador da Biblioteca Escolar agendou reuniões com os alunos inscritos para explicar quais são as funções de um aluno monitor e o perfil desejado.



Os Monitores da Biblioteca Escolar colaboram no atendimento, na organização do espaço, na implementação das regras, na preservação dos espaços e recursos e na realização de actividades.

Estes monitores prestam funções nas Bibliotecas de acordo com a disponibilidade do seu horário escolar: período de almoço, horas e tardes livres.

Os Monitores possuem um cartão identificador para que possam ser facilmente encontrados pelos utilizadores
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Ana Saldanha



Nasceu em 1959 no Porto, tendo-se licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Português e Inglês). Tem o mestrado em Literatura Inglesa pela Universidade de Birmingham e é actualmente leitora de Português na Universidade de Glasgow. Ganhou o Prémio Literário Cidade de Almada com o seu romance Círculo Imperfeito e tem-se também dedicado à tradução. Mas é sobretudo conhecida como autora de livros para jovens, domínio em que se afirma como uma das vozes mais seguras e promissoras do panorama português contemporâneo.


O Romance de Rita R



Livro recomendado no programa de português do 7º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula - Grau de Dificuldade II.

Um computador portátil usado, a preço irresistível. Não resisti. Só passados dias o liguei. Estava a transbordar de documentos! Não abri nem um. Se encontrasse um diário também não o leria. Eu tenho princípios.
Tentei encontrar o vendedor, sem resultado. Que fazer? Não tinha alternativa: ouvi o áudio-diário da Rita. Era um diário típico de uma adolescente. Li também as receitas, as tentativas de escrever um romance, olhei para as fotografias, li os e-mails. E o pequeno mundo que me apareceu à frente era sólido e completo.
Enviei tudo ao meu editor. Com dificuldade, consegui convencê-lo de que, desta vez, a ficção era uma história real, realmente contada pela sua protagonista. Tenho a esperança de um dia vir a conhecer pessoalmente a Rita R.


António Alves Redol (n. 1911-12-29 - f. 1969-11-29), foi um dos iniciadores do movimento neo-realista em Portugal e o primeiro a conseguir ampla aceitação. A sua obra, que alterna momentos de grande intensidade lírica com quadros de descrição precisa e minuciosa, evoluiu de uma análise social fortemente documental para uma fase mais pessoal e afastada dos preceitos da escola, a partir dos finais dos anos 50. Tomou como motivos centrais os dramas humanos vividos na sociedade ribatejana e, com o Ciclo Port Wine (1949-53), também na região duriense. Autor de uma vasta obra, para além dos textos das suas conferências e artigos para os jornais, escreveu romances, contos, peças de teatro e estudos de etnografia.

A Vida Mágica da Sementinha, de Alves Redol


Quando a noite chegou, a nossa amiga Sementinha procurou um torrãozinho de terra, deitando nele a cabeça para adormecer. E sonhou com o rouxinol vagabundo, a cantarolar para lhe trazer o sono, enquanto os dois chapins azuis a embalavam na teia doirada da aranha; depois vinham mais pássaros, todos os que viram no ensaio do bosque, e que traziam no bico o Amarelo de Barba Preta, o Serrano, o Rubião, o Mocho de Espiga Branca e os outros seus companheiros bagos de trigo.
Acompanhando as aventuras da Sementinha, é a fascinante história do trigo que Alves Redol conta às crianças.

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para leitura orientada na sala de aula no 6.º ano - Grau de dificuldade I

Concurso de Leitura


As obras seleccionadas para este mês de Fevereiro são:


2.º Ciclo: A Vida Mágica da Sementinha, de Alves Redol.

3.º Ciclo: O Romance de Rita R, de Ana Saldanha.

Boas leituras!

Dia dos namorados

A Biblioteca Escolar/CRE, em colaboração com a professora Rosa Costa, organizou uma exposição alusiva ao Dia dos Namorados. Foi intenção da equipa celebrar este dia a partir de uma visão histórica, cultural, regional e etnográfica dos usos e costumes do povo alto-minhoto que, sendo tipicamente português, cultivava o amor como expressão máxima do sentimento humano. Assim, a arte de enamorar era vivida pelos nossos avós de forma intensa, mas sempre de acordo com os bons costumes da sua época. Os trajes, os lenços, a ida à fonte e à romaria são expressão do modo de vivenciar esse amor. Assim, nesta exposição, podemos contemplar uma visão tipicamente minhota da arte de namorar traduzida naquilo que está exposto. Como não há Dia dos Namorados sem cartas de Amor, o visitante poderá encontrar a caixa do amor, na qual poderá depositar as suas missivas amorosas, que, posteriormente, serão entregues aos seus destinatários. A BE/CRE deseja a toda a comunidade educativa um óptimo dia de namorados. E, mais uma vez, viva o amor!