Catálogo da BE

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Clube das Histórias - Projeto: abrir as portas ao sonho e à reflexão.

Iniciamos com este conto e durante seis semanas um ciclo dedicado ao valor da RETIDÃO.

Honrar a palavra

No negócio de mobílias usadas, não se pode comprar por catálogo, como se faz com as novas. As pessoas aparecem e o comerciante tem de ir às casas vê-las e fazer o seu preço. “Não se pode vender o que não se tem,” costumava dizer o meu pai. Por isso, estas visitas eram de extrema importância para ele.
Quando eu tinha 13 anos, o meu pai ficou sem o gerente da loja, um homem que, com o seu único braço, trabalhava muito mais do que muitas pessoas com os dois. Conseguia, por exemplo, suspender uma cadeira da ponta de uma vara, içá-la no ar e fazê-la deslizar até uns ganchos presos ao teto, bem à vista de todos quantos entravam na loja. Na falta do gerente, o meu pai veio pedir-me ajuda, pedindo-me que ficasse à frente do balcão enquanto ele procedia às visitas do dia, até se encontrar a pessoa certa. A loja tinha dezenas de milhar de objetos. “As pessoas gostam de regatear,” disse-me, “por isso não há preços marcados. Apenas tens de ter alguns pontos de referência.”
Levou-me a dar uma volta pela loja. “Podes vender um pequeno motor por quatro dólares. Por um frigorífico, dependendo do estado em que se encontrar, podes pedir entre trinta e cinco e sessenta dólares. Se tiver congelador, poderás ir até aos oitenta, vá lá, até aos cem dólares, caso esteja em ótimo estado. Se uma junta estiver solta, é para o lixo. Não ligues a riscos ou rachadelas. Os pratos vêm com a mobília e nem sequer os levo em consideração quando lhes atribuo o preço. Poderás vendê-los por um preço simpático, algures entre os cinco e os vinte e cinco cêntimos.”
Todos os dias depois da escola, voava na minha bicicleta até à loja. Um dia, estava eu a escrever o preço de um prato muito bonito numa tirinha de papel quando o meu pai entrou. Tinha pedido um dólar e o comprador não hesitou. Fiquei todo contente. O meu pai viu o que eu estava a fazer, virou-se para o cliente e disse, “Que bela pechincha leva aí! O meu empregado fez-‑lhe o preço e é esse o preço certo.” Mais tarde, perguntei ao meu pai, “Porque é que o pai disse aquilo?”
Tratava-se, pelos vistos, de um prato antigo que valia umas boas centenas de dólares. Fiquei descoroçoado. Tanto que me esforçava por dar o meu melhor. Pelos vistos, em vez de ajudar o meu pai, estava a fazê-lo perder dinheiro.
“Se quisesse, podia ter impedido o negócio,” disse ele. “Estavas a escrever o preço e ainda não tinhas pegado no dinheiro. Além disso, és menor de idade. Só que um judeu honra a sua palavra e a dos seus colaboradores.”
Este incidente haveria de ter uma consequência. Anos mais tarde, a minha mulher e eu tivemos de mandar uma grande quantia de dinheiro para a nossa filha em Israel. Um funcionário do banco aconselhou a minha mulher a enviar o dinheiro através de cheque visado, uma vez que, dessa forma, estaríamos isentos do pagamento de comissões. Quando recebi o extrato bancário, porém, reparei que nos tinha sido debitada uma série de taxas. Decidi, então, ir falar com a gerente do banco e explicar-lhe que um funcionário seu é que nos tinha aconselhado sobre a melhor forma de evitar despesas com o envio do dinheiro. Ouviu-me em silêncio e, no final, disse apenas, “Lamentamos o sucedido, mas acontece que o colega deu uma informação errada.”
Foi então que lhe contei a história do meu pai e de como ele fazia sua a palavra dos seus empregados, honrando-a. Terminei, dizendo, “Isto aconteceu sem que o cliente tivesse sido lesado e tendo o meu pai descoberto o erro antes de a transação ter sido efetuada. Imagine só como ele teria agido se tivesse havido danos! Espero que o meu banco atue no mínimo com a mesma integridade do meu pai.”
Durante todo o tempo em que falei, a gerente não proferiu palavra e assim continuou, enquanto eu aguardava a sua reação. Quando falou, a voz era suave. “O Banco de Comércio Imperial do Canadá não ficará aquém do seu pai,” disse, com toda a dignidade. Prometeu, então, a anulação de todas as taxas indevidamente cobradas.
Enquanto lhe agradecia e me preparava para ir embora, senti-me grato por uma história de integridade ainda ter o poder, nos tempos que correm, de tocar os corações e acordar consciências no mundo impessoal dos negócios.

Rabbi Roy D. Tanenbaum


Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Rabbi Dov Peretz Elkins
Chicken Soup for the Jewish Soul
HCIbooks, Deerfield Beach, 1999
(Tradução e adaptação)

CONCURSO LITERÁRIO PAULINAS EDITORA – 2012

Com o objetivo de colaborar com as escolas na promoção da leitura e da escrita criativa, a Paulinas Editora lança um concurso literário para o ano letivo de 2011/2012 com o tema:

Uma carta a uma personagem da coleção «O ESPÍRITO DA QUINTA», da autoria da escritora Maria Teresa Maia Gonzalez.

REGULAMENTO DO CONCURSO

1. Destinatários: jovens com idades compreendidas entre os 10 e os 13 anos.

2. Modalidade de participação: uma carta dirigida a uma das personagens da referida coleção, ocupando no mínimo uma página e no máximo duas páginas
de formato A4.

2.1. A carta deverá ter boa apresentação e ser escrita de forma clara, com correção formal e espírito criativo.

3. Os trabalhos concorrentes deverão ser acompanhados de uma folha onde constem os seguintes elementos:

– nome completo do participante, sua idade, ano de escolaridade, turma e estabelecimento de ensino que frequenta;

– nome do professor responsável e seu contacto telefónico e de correio eletrónico.

4. Os trabalhos deverão ser rececionados, até dia 13 de abril de 2012, na seguinte morada:

Paulinas Editora – Concurso Literário 2012

Departamento de Marketing

R. Francisco Salgado Zenha, n.º 11

2685-332 Prior Velho

5. O júri (do qual fará parte a autora da coleção «O Espírito da Quinta») avaliará os trabalhos apresentados, e a editora informará o vencedor através do contacto telefónico do professor responsável.

5.1. Da decisão do júri não haverá recurso.

5.2. O júri reserva-se o direito de não atribuir prémios caso a qualidade dos trabalhos entregues o não justifique.

6. O vencedor e o professor responsável deverão apresentar-se na Feira do Livro de Lisboa, em data a anunciar pela editora, para receberem os prémios: um prémio para o concorrente e outro para a biblioteca do respetivo estabelecimento de ensino.

7. A Paulinas Editora poderá vir a incluir alguns dos textos concorrentes no seum site ou noutros meios de divulgação da editora.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Bernardete Costa na Biblioteca da Escola Sede.

No dia 28 de fevereiro, pelas 10:30, a Biblioteca Escolar vai receber a escritora Bernardete Costa, que fará a apresentação do livro:
Transpiração – poemas para a juventude (10,00€)

Sinopse:

Gosto de pensar que os poetas ainda vivem com a utopia de mudar o mundo, porque gosto de pensar que, nem que para apenas uma pessoa, um livro se põe como mudador e a vida passa a ser um bocadinho outra coisa. Sobre a janela ou sobre a mãe, o pai, o país ou os namorados e mais o espelho, este livro é a oportunidade de nos inteirarmos do que sentimos e do que podemos fazer para nos sentirmos melhor. Com isso, se não mudar o mundo, podemos mudar nós.

Nesse dia, será realizada uma pequena Feira do Livro com obras da autora. Assim, será possível adquirir um exemplar autografado pela própria escritora.

Richard Zimler

No dia 13 de fevereiro, pelas 10:30, a Biblioteca Escolar recebeuo escritor Richard Zimler, que apresentou o seu livro:
Hugo e eu e as mangas de Marte

Nesse dia, realizou-se uma pequena Feira do Livro com obras do autor. Assim, foi possível adquirir um exemplar autografado pelo próprio escritor.
A Biblioteca Escolar, em nome da escola, agradece esta gentileza do escritor, sem poder esquecer o Sr. Antunes por nos ter brindado com tal ilustre presença.

Pela primeira vez a nossa escola está a participar no projeto EntrePalavras. Promovido pelo JN, este estimulante fórum, destinado aos alunos do 3.º ciclo (7.º, 8.º e 9.º anos de escolaridade) vai já na sua 8.ª edição, sempre a formar cidadãos mais esclarecidos e exigentes, capazes de ler o mundo em que vivem, com conhecimentos mais aprofundados e capacidades de argumentação acima da média.
O seu grande objectivo é centrado num tema, debater uma tese suportada em argumentos que, por sua vez, a equipa contrária deverá rebater, estimulando a leitura e a troca de ideias num aceso confronto de pontos de vista entre escolas de Norte a Sul do país!
Para o ano lectivo 2011/2012, o fórum arrancou já no início do 1.º período e o término está previsto para Junho, mantendo a estrutura das últimas edições:

- Debates nas Turmas e Interturmas - a decorrer dentro de cada escola inscrita;
- Campeonatos Distritais - realizados entre as escolas apuradas de cada distrito;
- Fórum da Leitura e Debate de Ideias - grande final a nível nacional que reúne as duas escolas vencedoras de cada distrito.
A 8.ª edição do “Entre | Palavras” contará com uma comissão de honra, mais uma vez apadrinhada pela jornalista Fátima Campos Ferreira e por outras personalidades conhecidas da nossa sociedade. Os temas para este ano são:

  • "Poupança"

tese: "A poupança é uma atitude, uma forma de estar na vida, pratica-se diariamente nos gestos mais simples – no apagar da luz; no uso dos transportes públicos; no tipo e quantidade de alimentação que fazemos, etc."

  • "Honestidade"
tese: "Para quê ser honesto quando à nossa volta tudo é corrupto e parece que os desonestos é que têm sucesso?"
  • "Criatividade".
tese: "A criatividade tem mais a ver com a motivação do que com a inteligência, sendo essencial para a resolução de problemas!"

Assim, no dia 13 de fevereiro, tivemos entre nós uma equipa responsável pelo projeto. Esta sessão foi preparada pela professora Fátima Castro, em colaboração com a Biblioteca Escolar. Envolveu os alunos do 9.º F e o debate aconteceu no seio da própria turma. O tema escolhido foi a honestidade. tratou-se de um debate animado onde os alunos tiveram a oportunidade de expor as suas ideias e retirar dúvidas acerca da dinâmica do projeto. 
No final, a equipa responsável ofereu um conjunto de JN, um livro a cada aluno e uma coleção de livros à Biblioteca Escolar.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Clube de Histórias: Projeto Abrir Portas ao Sonho e à Reflexão.

Violeta

 
Aqueles dois nem sequer reparam que Klaus abrira a porta da sala.
Então é aqui que está Niki, escondida atrás de umas costas altas e de uns braços compridos e verdes!
— O namorado da nossa filha tem uns braços de aranha! — costuma dizer o pai. E também diz: — Há três meses que traz vestida a mesmíssima camisola verde! Se calhar só a tira quando ela se desfizer!
— Deixa a Niki em paz — a mãe tenta acalmá-lo. — Tu não percebes! A Niki está apaixonada. O Bruno não tem de te agradar!
— Agradar!?! Deixa-me rir. Até fico cheio de comichão de cada vez que o vejo. Alto como a Torre Eiffel e magro como um esparguete! E é de uma coisa assim que a minha filha gosta? De um Bruuuno!!
“Será que o pai iria gostar mais da Violeta?”, pensa Klaus, à porta da sala.
Ele não se atreve a entrar e ir à prateleira buscar o livro sobre aviões, pelo menos enquanto os dois estiverem enrolados um no outro. Verde-aranha com pintas cor-de-‑laranja. As pintas cor-de-laranja são da t-shirt da Niki.
Porque é que Klaus tem de pensar agora mesmo na Violeta? E porque é que fica com o coração aos pulos? Aquilo ali, no sofá, à frente dele, não tem nada a ver com ele e com Violeta. Ou será que tem? Klaus ainda não beijou Violeta. Beijou, sim. Uma vez num jogo. Como multa, Klaus tinha de dar três beijos na cara de alguém. Claro que não foi escolher o Pedro ou o Martim e muito menos a Helga. Foi a Violeta quem recebeu os três beijinhos minúsculos. E logo de seguida, ficaram os dois vermelhos que nem tomates. Toda a gente se riu!
— O Klaus está apaixonado pela Violeta! — gritaram.
Deixá-los rir!
Estar apaixonado não tem graça nenhuma. É bonito, mas não é engraçado, pensa Klaus, porque Violeta se ofende muito depressa. E quando ela olha para ele só de relance, durante as aulas e depois no intervalo também… até dói! De cada vez que ele olha para Violeta e ela desvia o olhar, Klaus sente uma pontada lá no fundo… Mas agora, há já algum tempo que andam os dois bem, e Klaus tenta não fazer nenhuma asneira que possa zangar Violeta.
Klaus queria ir buscar o livro. Niki e Bruno ainda não repararam nele. Estão abraçados um ao outro e baloiçam-se levemente de um lado para o outro como se se tentassem adormecer mutuamente. Têm os olhos fechados. Estão em silêncio.
“Se calhar”, pensa Klaus, “quando se está mesmo apaixonado não se deve falar. O não falar significa precisamente gosto de ti.”
A dado momento, Niki abre os olhos mas só vê o seu Bruno. Não vê Klaus à porta.
A irmã e o namorado olham-se nos olhos, em silêncio. Continuam a não falar. “Hmm”, pensa Klaus, “eu e a Violeta também fazemos isso. Por acaso, este também é o nosso jogo. Olhamo-nos nos olhos muito tempo e tentamos adivinhar a cor dos olhos do outro porque ela muda ligeiramente todos os dias. Se há sol, se chove, se está claro ou escuro. Se é de manhã, ao meio-dia ou à tarde.”
Violeta acha que Klaus tem os olhos castanhos. Cor de café com leite. Klaus diz que tem olhos pretos. Como café sem leite.
— E os teus são azuis — diz depois Klaus. — Como a minha caneta.
— Não! Não gosto dessa comparação! — Violeta faz uma cara de ofendida e fulmina Klaus com o olhar. — Diz uma coisa mais bonita!
— Azul como o lago de Constança. — Klaus já lá tomou banho.
Violeta fica satisfeita com o lago, mesmo não o conhecendo. O azul de um lago é bonito.
— Como estes dois demoram! — suspira Klaus, apoiando-se na outra perna.
Então, quando se está apaixonado é assim… Agarramo-nos bem. Balançamo-nos de um lado para o outro. Fechamos os olhos por muito tempo. E, depois, abre-se os olhos mas não se pode olhar para mais lado nenhum a não ser para a pessoa que está à frente. A mão esquerda de Bruno percorre suavemente a mão direita de Niki, sobe pelo braço e volta a descer devagar. Também durante muito tempo.
Violeta iria achar isto estúpido. E Klaus, para falar a verdade, também. Já não aguenta muito mais tempo na soleira da porta. Klaus não gosta de ficar a olhar para namorados. Envergonha-se um pouco, mas não sabe bem porquê. Está um tanto agitado, mas não sabe muito bem porquê.
Vira as costas aos dois, mas choca contra a porta. Bum!
— Olha lá, miúdo, tu por acaso andas a espionar-nos?! — ouve-se a voz arranhada de Bruno.
— Há quanto tempo estás aí? — pergunta Niki, sentindo-se atingida.
Klaus encolhe os ombros. Será que deve dizer: “Há uma eternidade”?
— Já posso ir buscar o meu livro?
— Pensei que o teu irmão não estivesse cá hoje!
Bruno levanta-se.
— Da próxima vez que pensares que ele não está em casa, no teu lugar eu ia ver primeiro se, por acaso, não estará metido nalguma gaveta!
A voz de Bruno soa bastante desagradável. Niki também se levanta e segura o namorado pelo braço mas Bruno solta-se.
— Não me sinto bem aqui! — diz. — Tchau!
E vai embora. Nem sequer se torna a virar para Niki. Já não a olha mais nos olhos. Nem muito, nem pouco. Absolutamente nada.
Com Violeta é muito mais bonito. Eles acenam sempre com a mão um ao outro quando vão para casa, depois da escola, e se separam na paragem do elétrico. Pelo menos, nos dias em que Violeta não tenta olhar de relance para Klaus.
Depois, Violeta sorri.
Um sorriso muito amoroso e Klaus consegue ver-lhe os olhos, mesmo que já esteja muito escuro. Brilham, azuis como o lago de Constança. Continuam a brilhar mesmo quando Klaus já está do outro lado da rua, e ele até consegue sentir‑lhes ainda o brilho, muito depois de ter dobrado a esquina.

Evelyne Stein-Fischer
13 Geschichten vom Liebhaben
München, DTV Junior, 1990
(Tradução e adaptação)

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Caros leitores,

O Projecto intitulado Clube de Contadores de Histórias, nascido em 2006 na Escola Secundária Daniel Faria – Baltar, tem vindo, ao longo dos anos, a difundir-se de uma forma significativa, não só em Portugal, mas também no Brasil e nos países africanos de língua portuguesa. No sentido de assegurar a continuidade de referido clube, foi constituída uma equipa pedagógica, formada por professores de vários grupos disciplinares e provenientes de diversos estabelecimentos de ensino, que tomarão a seu cargo a selecção, preparação e envio de uma história semanal por correio electrónico, tal como habitualmente tem vindo a ser feito.

Esperando que o projecto continue a merecer a melhor atenção por parte do público leitor, despede-se com os melhores cumprimentos,


A Equipa Coordenadora do Clube das Histórias

ac@contadoresdehistorias.com

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Livro do mês.

O Grito da Gaivota, de Emmanuelle Laborit.

A Biblioteca Escolar também é um mundo de fantasia e sonho! Os livros transportam-te para esse mundo único, onde a tua imaginação voa em cada página que folheias! Este mês de fevereiro, apresentamos-te o livro O Grito da Gaivota. Descobre a sua fantástica história e deixa aqui o teu comentário acerca da leitura deste livro.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Divulgação das atividades lúdico-pedagógicas para as Escolas: Casa dos Nichos - Núcleo Museológico de Arquiologia

Na Biblioteca da Escola Sede encontra-se um pequeno dossiê, da responsabilidade do Núcleo Museológico de Arquiologia de Viana do Castelo, onde constam as atividades lúdico-pedagógicas desenvolvidas durante o ano de 2012 pela Casa dos Nichos - Núcleo Museológico de Arquiologia - sito na Rua de Viana. As referidas atividades destinam-se aos alunos dos 6 aos 14 anos.
As marcações deverão ser efetuadas com 15 dias de antecedência através do telefone 258809359 ou do correio eletrónico casadosnichos@cm-viana-castelo.pt

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A Biblioteca Nacional lança edições em eBook.

Uma notícia que pode agradar a alguns:
A Biblioteca Nacional lança edições em eBook. Existe a possibilidade de aquisição ou de empréstimo. Podem ler informação no blogue: http://lerebooks.wordpress.com/2012/01/25/biblioteca-nacional-de-portugal-lanca-edicoes-em-ebook/

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

RICHARD ZIMLER NA BIBLIOTECA ESCOLAR

No dia 13 de Fevereiro, pelas 10:15horas, na Biblioteca Escolar, teremos entre nós o escritor RICHARD ZIMLER, para:


- ARESENTAÇÃO DA OBRA HUGO E EU E AS MANGAS DE MARTE.



ATIVIDADE DE PROMOÇÃO DO LIVRO E DA LEITURA

2.º CICLO

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Adivinha do dia.


Qual é neste mundo o ser, que não faz senão comer?

História do Dia.

Boneco de Neve

Por António Torrado / Cristina Malaquias



Estava um boneco de neve, na Serra da Estrela, à espera nem ele sabia do quê.
Sair donde estava não podia, porque não lhe tinham feito as pernas. E tanto que gostava de conhecer outras paisagens, conquistar mais espaço, alongar a sombra?
Só se rebolasse. Deu um jeito ao corpo e descolou de um lado. Deu mais um jeito e descolou do outro. Balançou.
Com um novo impulso, rebolou encosta abaixo.
- Deixem passar! Deixem passar! - gritava o boneco para os esquiadores que, penosamente, vinham a subir.
Se calhasse ir de encontro a um, derrubava-o. Até podia aleijá-lo.
- Quero lá saber! - gritava o boneco, cada vez mais forte, cada vez maior, cada vez mais cheio de si. Um brutamontes.
Já não era um boneco, mas uma bola de neve. Dantes, tão simpático. Agora tão arrogante.
- Uma avalanche! - gritaram, no vale. - Vem aí uma avalanche de neve!
De roldão por ali abaixo, destruindo tudo por onde passava, a bola de neve era uma ameaça. Vá lá que acabou desfeita de encontro a um paredão.
- Passou o perigo - suspiraram de alívio as pessoas, que andavam a brincar na neve.
Algumas entretinham-se a fazer bonecos de neve.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Clube das Histórias Projecto: Abrir as portas ao sonho e à reflexão

A Caixa da Liberdade


Em meados do século XIX, havia quatro milhões de escravos nos Estados Unidos. Os escravos eram propriedade dos donos, como se fossem mesas, vacas, ou carroças. Os historiadores pensam que entre 60.000 e 100.00 escravos recuperaram a liberdade através do Caminho-de-Ferro Clandestino.O Caminho-de-Ferro Clandestino não era um verdadeiro caminho-de-ferro. Era um conjunto de rotas que os escravos seguiam quando fugiam para Norte. Escondiam-se em carroças, andavam a cavalo, caminhavam centenas de quilómetros através de florestas e pântanos, atravessavam rios caudalosos no Verão e superfícies geladas no Inverno. Eram ajudados por “chefes de estação” e “cobradores” que os escondiam e auxiliavam ao longo da fuga.Quando Henry Brown entrou na sua “Caixa da Liberdade”, acreditava que esta o transportaria para um mundo seguro. Levou com ele uma ferramenta para abrir buracos na caixa para respirar, um pouco de água e alguns biscoitos. Quando chegou a Filadélfia, vindo de Richmond, na Virgínia, tinha percorrido uma distância de 560 quilómetros em 27 horas.A sua história foi objeto de notícia na América e na Europa. Henry nunca encontrou a mulher e os filhos. Em 1850 foi para Inglaterra e há quem diga que voltou a casar. Mas o que é certo é que Henry “Box”[1] Brown se tornou um dos fugitivos mais célebres do Caminho-de-Ferro Clandestino – o homem que “encomendou” a sua liberdade. ▲▲▲▲▲ Henry Brown não sabia a idade. Era um escravo, e os escravos não podiam saber quando faziam anos. Trabalhava, juntamente com os seus irmãos e irmãs, na casa grande da plantação, onde vivia o dono. Este sempre fora bondoso para com eles. Mas a mãe de Henry sabia que esta situação podia mudar. Um dia, comentou com o filho:― Vês aquelas folhas a esvoaçar? Foram arrancadas das árvores, tal como os filhos dos escravos são arrancados às suas famílias.E uma bela manhã, o patrão mandou chamar Henry e a mãe. Ambos subiram a escadaria larga que conduzia ao quarto. O dono estava na cama e só a sua cabeça emergia do edredão. Estava muito doente e pediu-lhes que se aproximassem. Como alguns escravos estavam a ser libertados pelos donos, o coração de Henry bateu com força. Talvez o dono o fosse libertar. Porém, o patrão disse:― Tens sido um bom trabalhador, Henry. Vou dar-te ao meu filho. Deves obedecer-lhe e nunca contar mentiras.Henry acenou com a cabeça, mas não agradeceu. Agradecer seria mentir. Na tarde desse mesmo dia, Henry viu um pássaro voar bem alto para longe das árvores. “Um pássaro livre! Um pássaro feliz!”, pensou. Depois, despediu-se da família. Quando olhou para os campos, as folhas rodopiavam ao vento. O rapaz foi trabalhar para a fábrica do novo patrão e trabalhava bem. Mas isso não o impedia de gritar com ele, e de o ameaçar com um bastão:― Não rasgues essa folha de tabaco!Se os escravos cometessem algum erro, o patrão batia-lhes. Henry sentia-se só. Mas, um dia, conheceu Nancy, que andava às compras para a patroa. Puseram-se a conversar, enquanto caminhavam juntos, e concordaram em voltar a encontrar-‑se. O rapaz tinha agora vontade de cantar, embora os escravos não se atrevessem a cantar na rua. Em vez disso, trauteou disfarçadamente a caminho de casa. Meses mais tarde, Henry pediu a Nancy que se casasse com ele. Depois de os patrões de ambos concordarem, os jovens casaram-se. Em breve nasceu um filho, e depois outro, e logo outro. Henry sabia que tinham sorte em viverem juntos, apesar de terem patrões diferentes. Mas Nancy preocupava-se, porque o seu dono tinha perdido muito dinheiro. Um dia confessou ao marido:― Temo que ele venda os nossos filhos. Henry ficou muito calado. Nessa manhã trabalhou arduamente, tentando esquecer o que a mulher lhe dissera. Mas, de repente, o seu amigo James entrou na fábrica e sussurrou-lhe:― A tua mulher e os teus filhos acabam de ser vendidos no mercado de escravos.― Não! ― gritou Henry.De repente, não conseguia mexer-se, nem pensar, nem trabalhar. ― Mexe esse tabaco! ― gritou o patrão, empurrando-o com o bastão. Enquanto mexia as folhas de tabaco, o seu coração remexia no peito. À hora de almoço, foi ao centro da cidade. Viu um grupo de escravos atados uns aos outros e o novo dono a gritar com eles. Henry procurou a família.― Pai! Pai! ― ouviu chamar.Foi então que viu os filhos desaparecerem ao longe na rua. Onde estaria Nancy? Viram-‑se ao mesmo tempo, mas era tarde demais. Depois de limpar as lágrimas, Henry deu-se conta de que também ela desaparecera. Henry deixou de cantar e até de trautear. Ia trabalhar e, à noite, comia e ia para a cama. Tentou lembrar-se dos tempos felizes que passara, mas só conseguia ver as carroças a transportarem para longe todas as pessoas que amava. Sabia que não voltaria a ver a família. Passaram-se muitas semanas. Certa manhã, Henry ouviu um pequeno pássaro cantar e viu-o voar em direção ao céu. E pensou que podia ser livre. Mas como? Quando pegou numa caixa de madeira, soube a resposta. Pediu a James e ao Dr. Smith para o ajudarem. O Dr. Smith era um branco que pensava que a escravatura estava errada. Encontram-se num armazém vazio no dia seguinte, pela manhã. Henry transportava uma caixa. ― Irei como encomenda para um lugar onde não haja escravos! ― anunciou.James olhou para a caixa e depois para Henry.― E se tossires e alguém te ouvir?― Taparei a boca e terei esperança ― respondeu Henry.O Dr. Smith escreveu na tampa da caixa: Para: William H. JohnsonArch Street Filadélfia, Pensilvânia. Henry seria entregue a amigos na Pensilvânia. O médico também escreveu na caixa, em maiúsculas: ESTE LADO PARA CIMA.TRATAR COM CUIDADO. Henry precisava de uma desculpa para ficar em casa, ou o patrão pensaria que ele tinha fugido. James lembrou-lhe o dedo magoado. Mas o amigo sabia que não era desculpa suficiente. Abriu, então, uma garrafa de ácido.― Não! ― gritou James.Henry deitou o ácido na mão e sentiu que a queimadura penetrava nos ossos. Agora o patrão deixá-lo-ia ficar em casa! O Dr. Smith pôs-lhe uma ligadura e concordaram em encontrar-se na manhã seguinte, às quatro horas. Ainda o sol não se erguera, e já Henry se enfiava na caixa.― Estou pronto! ― anunciou. James pregou a tampa da caixa e, juntamente com o Dr. Smith, levou-a para a estação. O empregado do caminho-de-ferro virou a caixa e pregou um papel no fundo. O médico pediu aos carregadores que tivessem cuidado, mas ninguém lhe prestou atenção e atiraram a caixa para o vagão das mercadorias. Passaram-se horas, durante as quais Henry foi novamente levantado e atirado, ficando de cabeça para baixo. Ouviu ondas a bater. Devia estar a bordo do navio que ia para Washington, D.C. O barco navegava devagar, mas o escravo ainda estava virado ao contrário. O sangue subiu-lhe à cabeça, as faces ficaram afogueadas, os olhos doíam-lhe, e pensou mesmo que a cabeça ia rebentar. Mas nem se atrevia a mexer, com medo de que alguém pudesse ouvi-‑lo. ― Estou cansado de estar de pé! ― disse uma voz.― Porque não nos sentamos nesta caixa? ― sugeriu uma outra.Henry nem conseguia respirar. Será que estavam a falar da sua caixa? Sentiu-se empurrado. A caixa raspou o convés do navio. Viraram-no para o lado direito e para o esquerdo. De repente, sentiu-se virado para cima.― O que pensas que está aqui dentro? ― perguntou um dos homens.― Correio, acho ― respondeu o outro.“Sou correio, sou, mas não do tipo que imaginam”, pensou Henry. Quando a viagem terminou, a caixa foi levada para fora do navio e colocada numa carruagem de comboio. Desta vez, seguiram as instruções. Henry adormeceu ao som das rodas do comboio. Acordou com uma pancada forte. ― Henry, estás bem? ― perguntou uma voz.― Estou ― respondeu.  A tampa foi levantada. O escravo estirou os braços, levantou-se e deparou com o sorriso de quatro homens. ― Bem-vindo a Filadélfia!Henry sabia agora que fazia anos a 30 de Março de 1849, o seu primeiro dia de liberdade. A partir desse dia, também ganhou outro nome: todos passaram a chamar-lhe Henry “Box” Brown. Ellen Levine; Kadir NelsonHenry’s freedom box – A true story from the Underground RailroadNew York, Scholastic, 2007(Tradução e adaptação)

Semana SeguraNet.

No dia 7 de fevereiro de 2012, comemora-se o Dia da Internet Segura. Para que este dia seja assinalado na comunidade escolar, convidamos todas as escolas a dinamizarem atividades sobre as temáticas relacionadas com a Segurança na Internet, na segunda semana do mês de Fevereiro de 2012.
Vamos envolver a escola! Esta é a oportunidade perfeita para introduzir, ou reforçar, o tema da Segurança na Internet entre os alunos, professores, funcionários, encarregados de educação e pais, bem como consolidar os conceitos que, eventualmente, terão sido, ou virão a ser, abordados na sala de aula. Este ano o tema do SID é “Aproximar Gerações” e o slogan "descobrir o mundo digital em conjunto... com segurança!" pelo que se apela às escolas que desenvolvam atividades que abranjam o maior número possível de participantes de diferentes gerações, em interação.
Convidamos a comunidade escolar de todas as escolas públicas e privadas, da educação pré-escolar ao ensino secundário, de Portugal continental e das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, a juntarem-se a esta iniciativa.
Convidamos as escolas/agrupamentos que integram a rede Rádio e Televisões Escolares na Net [RTEN] para que celebrem a semana com a passagem de spots alusivos e promotores da segurança [apenas som ou se possível, imagem e som]. Disponibilizamos para esse fim o “Minuto Seguro” em duas versões, em vídeo e somente áudio [mp3]. As escolas poderão ainda fazer reportagens, entrevistas, notícias, produzir e gravar peças de teatro, etc.
Para apoiar as escolas no desenvolvimento de atividades próprias na semana de 6 a 10 de Fevereiro de 2012, disponibilizamos Sugestões de Atividades e Recursos de Apoio.
Para podermos dar a merecida visibilidade à iniciativa própria de cada escola/agrupamento, solicitamos que procedam ao respetivo registo, clicando em Formulário de Registo.




Adivinha do Dia.

Dois irmãos com o mesmo nome, vão marchando com afinco, mas um dá sessenta passos, enquanto o outro dá cinco. O que é?

História do Dia.

Três Cavalos


Por António / Torrado Cristina Malaquias




Três cavalos encontraram-se numa cavalariça. Um era castanho, outro era branco e o terceiro era quase amarelo.
- Que cor tão ridícula a tua - riram-se o cavalo branco e o castanho.
- Não sei porquê. Tenho quatro patas como vocês têm. Pescoço e peito musculosos como vocês têm. Crinas como vocês têm. E relincho como vocês.
Isto relinchou o cavalo quase amarelo. Os outros dois cavalos continuaram a rir-se dele. Passaram a noite numa grande troça. O cavalo quase amarelo, para não ouvir-lhes a risota de zombaria, fez-se mula. Isto é: não lhes ligou. Fechou os olhos e adormeceu.
No dia seguinte, vieram buscá-los. Os três cavalos iam participar numa corrida.
- Partida! - gritou um senhor, levantando uma bandeirinha.
Os três cavalos desataram a correr. Ia o castanho à frente. Depois, o branco ultrapassou-o. Por fim, o cavalo quase amarelo avançou para a meta, deixando para trás o branco e o castanho. Ganhou ele a corrida.
Os outros dois cavalos é que não acharam graça nenhuma. Paciência. Já tinham rido tanto...





terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Adivinha do Dia.


Sou mais vasto do que o mar e ninguém me pode ver; Todo o mundo é meu lar, sem mim não podes viver.

História do Dia.

Os Anjos-da-Guarda


Por António Torrado / Cristina Malaquias



Um vagabundo resolveu arranjar casa.
- Chega de dormir ao relento e de andar por aí, a vadiar, sem eira nem beira - disse o vagabundo. - Vou fazer uma casa só para mim.
Escolheu um sítio recatado, numa terra de ninguém, e lançou-se ao trabalho. No primeiro dia, desbastou o terreno e alisou-o. Depois, foi à vida.
Este vagabundo chamava-se Joanete.
Por coincidência, outro vagabundo também pensou que já estava em tempo de ter uma casa. Para poder levar a sua avante, tinha de procurar onde construí-la. Deu com o terreno, alisado pelo vagabundo Joanete, e disse:
- Aqui é que me calha. Está limpo e pronto para a construção. Agora é só cavar as fundações e arranjar uns troncos grossos, que segurem as paredes.
- Foi o que fez. Depois, foi à vida.
- Este vagabundo chamava-se Pé-leve.
Quando o primeiro vagabundo, o Joanete, regressou ao trabalho e viu os buracos feitos e os troncos alinhados, ficou, como é de imaginar, muito contente.
- Anda um anjo a ajudar-me - pensou.
Aplicou os troncos e foi cortar madeira para as paredes. Depois, como não tinha pregos para pregá-las, foi comprá-los.
O Pé-leve, quando chegou e viu os troncos enterrados nos buracos e a madeira empilhada, pensou:
- Tenho um anjo ao meu serviço.
E foi comprar pregos.
Entretanto, regressou o Joanete. Pregou a madeira e levantou as paredes.
O telhado deixou para depois. Foi dar um passeio.
Quando o Pé-leve voltou e viu as paredes prontas, disse:
- Tenho de ajudar o meu anjo da guarda.
E levantou o telhado. Depois foi procurar de comer.
O Joanete, acabado o passeio, vendo o telhado pronto, disse:
- O meu anjo é um portento. Só falta o soalho e uns móveis.
Foi no que se aplicou. Assoalhada a casa e mobilada, no seu essencial, só faltava habitá-la. Estava uma lindeza. Uma porta, duas janelas, uma chaminé. Que mais queria?
E o vagabundo Joanete, encantado com a sua obra, ajoelhou-se e, de mãos postas, agradeceu a mãozinha ajudadeira do seu anjo da guarda.
Mas uma voz indignada interrompeu-lhe a oração:
- Que pouca vergonha é esta? Quem o mandou entrar na minha casa?
Era o Pé-leve.
Levantou-se o Joanete e fez-lhe frente:
- A sua casa? Com que direito? Ainda agora a assoalhei e mobilei.
- Então e eu que levantei o telhado? - repontou o Pé-leve.
- Então e eu que levantei as paredes? - retorquiu o Joanete.
- E eu que cavei as fundações?
- E eu que alisei o terreno?
Pararam de altercar. Olharam um para o outro, ambos de boca aberta.
- Tu é que eras o meu anjo da guarda? - apontou o Joanete para o Pé-leve.
- O meu anjo da guarda eras tu? - apontou o Pé-leve para o Joanete.
Caíram nos braços um do outro.
E ficaram a viver juntos.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

2.º Prémio Escolar António M. Couto Viana

Em homenagem à vida e à obra do escritor vianense António Manuel Couto Viana (escritor, autor de literatura infantil, poeta, ensaísta, tradutor e dramaturgo), a Câmara Municipal de Viana do Castelo criou o Prémio António Manuel Couto Viana com o objectivo de dar a conhecer a obra literária do autor e de premiar produções literárias e artísticas da população estudantil Infanto-Juvenil da comunidade escolar vianense, sob as modalidades de poesia, de conto, de ensaio e de ilustração. Desta forma, o Prémio pretende incentivar e promover novos talentos literários e artísticos, estimulando o gosto pela leitura, pela escrita e pela arte como formas de acesso à educação e à cultura.
A atribuição do Prémio António Manuel Couto Viana ocorre no âmbito da realização de um concurso, organizado pelo Município de Viana do Castelo, através da Biblioteca Municipal, em parceria com as Bibliotecas Escolares dos estabelecimentos de ensino público e privado do concelho, cujo regulamento a seguir se apresenta:

Concurso Cherub

No dia 17, pelas 13 horas e 25 minutos, teremos, na Biblioteca da escola sede, um representante da Porto Editora para proceder à entrega dos prémios a todos os participantes neste concurso.