Catálogo da BE

quinta-feira, 4 de março de 2010



Isabel Alçada nasceu em Lisboa a 29 de Maio de 1950, filha mais velha de uma família maioritariamente feminina. A casa estava sempre cheia de tias e primas de todas as idades, gente muito alegre e comunicativa. As crianças ocupavam o primeiro lugar, mas todas se submetiam à autoridade paterna, uma autoridade firme, positiva, criativa. Era o pai quem convidava os amigos, organizava passeios, jogos, piqueniques, viagens. Era também o grande contador de histórias, um permanente estímulo intelectual para as três filhas.


A infância e juventude decorreram portanto num ambiente caloroso e feliz.


Foi aluna do Liceu Francês Charles Lepierre, onde concluiu o Ensino Secundário.


Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ainda estudante, casou, teve uma filha e começou a trabalhar na Psicoforma - Centro de Formação e Orientação Profissional. Concluído o curso, ingressou na Direcção-Geral de Educação Permanente do Ministério da Educação, de onde transitou para o Secretariado da Reestruturação do Ensino Secundário em 1975/1976.


Em Setembro de 1976 iniciou a actividade docente como professora de Português e História do 2.o ciclo. Nesse mesmo ano fez o Estágio Pedagógico na Escola Preparatória Fernando Pessoa, em Lisboa, sendo convidada no ano seguinte para trabalhar na Formação de Professores como orientadora de estágio. Nessa qualidade participou em diversos cursos e seminários sobre a didáctica da História realizados no País e no estrangeiro. Mais tarde desempenhou funções no Conselho Directivo da sua escola, acumulando com um cargo na direcção do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa.


Nos anos lectivos de 1982/1983 fez o Mestrado em Ciências da Educação pela Universidade de Boston, após o que passou a trabalhar no Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério de Educação.


A partir de 1985 integrou o quadro de professores da Escola Superior de Educação de Lisboa, onde continua a leccionar, acumulando o ensino com a coordenação da Biblioteca-Centro de Recursos.


Em 1987 foi convidada pela Comissão da Comunidade Europeia para integrar uma equipa de especialistas europeus em formação de professores, tendo realizado, em parceria com os técnicos dos outros países comunitários, o estudo Estratégias de Formação de Professores nos Países da CEE. Efectuou a preparação do doutoramento em Ciências da Educação na Universidade de Liège.


No ano lectivo 1995/1996 foi nomeada pelo ministro da Educação coordenadora do grupo de trabalho encarregado de conceber a rede de bibliotecas escolares, e no ano lectivo de 1996/1997 foi nomeada para coordenar a equipa encarregada de estudar a problemática do livro escolar. Em Janeiro de 2001 assumiu o cargo de Administradora da Fundação de Serralves, em regime de voluntariado.


A par desta intensa actividade no domínio da educação, estreou-se como escritora de livros infanto-juvenis em parceria com Ana Maria Magalhães em 1982.


Os seus livros, que marcaram uma viragem na história da literatura infantil portuguesa, reflectem a longa e rica experiência educativa, são eco de uma infância e juventude particularmente felizes e traduzem o seu enorme talento para comunicar com os mais novos.

Ana Maria Magalhães



Ana Maria Magalhães nasceu em Lisboa a 14 de Abril de 1946, no seio de uma enorme família onde as crianças ocupavam o primeiro lugar. A casa albergava pais, avós, uma tia viúva, notável contadora de histórias. Ali eram recebidas também com frequência os muitos tios e primos, que se instalavam para passar temporadas quando vinham do Porto, da Régua, de Moncorvo, trazendo consigo outras posturas, outras histórias, uma linguagem diferente com outras expressões, outras sonoridades. A infância e juventude decorreram portanto num ambiente alegre, caloroso, rico de experiências humanas.


Foi aluna do Colégio Sagrado Coração de Maria, onde concluiu o ensino secundário. Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo acumulado, durante os três primeiros anos, com a frequência do Curso Superior de Psicologia Aplicada no ISPA. O casamento, aos 21 anos, obrigaria a uma opção. Ainda estudante, começou a trabalhar no Cambridge School e depois no Gabinete de Estudos dos Serviços de Apoio à Juventude (FAOJ) do Ministério da Educação.


Iniciou a actividade docente como professora de História de Portugal do 2.º ciclo no ano lectivo de 1969/1970 no Liceu António Enes em Lourenço Marques, Moçambique.


O contacto próximo com crianças africanas, indianas, chinesas e portuguesas foi tão motivante que, de regresso a Lisboa, decidiu enveredar definitivamente pela carreira docente. Encontrou colocação na Escola Preparatória de Salvaterra de Magos, onde teve oportunidade de conhecer o meio rural, experiência muito gratificante, apesar das dificuldades inerentes ao facto de trabalhar longe de casa tendo dois filhos pequenos.

No ano lectivo de 1976/1977 fez estágio pedagógico do 1.º grupo na Escola Preparatória Fernando Pessoa, em Lisboa. Entre 1980 e 1982 desempenhou funções na Formação de Professores de História (delegada com profissionalização em exercício). Em 1982 foi convidada para Técnica do Serviço de Ensino de Português no Estrangeiro. Nessa qualidade preparou e apresentou cursos de formação de professores, visitou escolas em vários países da Europa e nos Estados Unidos da América, participou em seminários do Conselho da Europa em Portugal e no Estrangeiro.


O ministro da Educação chamou-a para integrar a equipa que se ocupou da Reforma do Sistema Educativo entre 1989 e 1991. Desempenhou funções de coordenadora de reforma curricular do 2.º ciclo. Nos dois anos seguintes dedicou-se a um estudo sobre os jovens e a leitura no âmbito do Instituto de Inovação Educacional.
Em 1994 aceitou o convite da Expo’98 para dirigir o Jornal do Gil. Em 1997 foi destacada para o gabinete do Ministro da Educação a fim de estabelecer a ligação pedagógica entre o Pavilhão de Portugal da Expo’98 e as escolas.


A par desta intensa actividade no domínio da educação, estreou-se como escritora de livros infanto-juvenis em parceria com Isabel Alçada em 1982.


Os seus livros, que marcaram uma viragem na história da literatura infantil portuguesa, reflectem a longa e rica experiência educativa, são eco de uma infância e juventude particularmente felizes e traduzem o seu enorme talento para comunicar com os mais novos.


Autobiografia (publicada na edição de 31 de Agosto do Jornal de Letras)

Quero Ser Outro, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçado


Alexandre estava farto da escola, farto da família, farto da rapariga que o persegue e de quem não gosta, farto da paixão pela rapariga de quem gosta e que não gosta dele, farto de si próprio.
Uma noite, nas Docas, encontra um rapaz muito parecido com ele que lhe diz andar embarcado ao serviço de um milionário e estar farto do patrão, das viagens constantes e de ver só mar dias seguidos. Resolvem então trocar de identidades por um mês e partem para a grande aventura de ser outro.

Concurso de Leitura: mês de Março



As obras seleccionadas para este mês de Março são:




2.º Ciclo: Quero Ser Outro, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.



3.º Ciclo: Sempre do Teu Lado, de Maria Teresa Maia Gonzalez.



Boas leituras!


terça-feira, 2 de março de 2010

Semana da Leitura 2010




O Plano Nacional de Leitura vem novamente propor, a todas as escolas, que organizem actividades educativas para comemorar a Semana Nacional da Leitura – 2010 que irá decorrer de 1 a 5 de Março.



É tarefa da escola estimular a leitura em si mesma indo ao encontro dos gostos pessoais do aluno, fomentando o prazer de ler. Em suma:, seja qual for a modalidade pedagógica ou estratégia/actividade escolhidas para abordar um texto, o que importa é fazer do aluno um leitor activo, capaz de seleccionar informação, formular hipóteses, construir sentidos, mobilizando referências culturais diversas, comparar/confrontar textos lidos, tornando-se progressivamente mais competente como leitor . Considerando o acto de ler, como processo complexo, ele acciona toda uma série de mecanismos de conhecimentos, reflexões, inferências e relações com outras realidades, outras experiências de vida que estão para lá do texto, são metatexto, resultantes de uma mundividência e mundivivência próprias de cada leitor/aluno: o acto de ler, como acto compreensivo, interpretativo, reflexivo e inferencial deve proporcionar a activação do sentido crítico, proporcionando a criação de novas realidades intra e extratextuais. Ler é sempre um acto criativo de construção e (reconstrução) de sentidos. Assim, conscientes do papel da leitura na importância de celebrar e incentivar o prazer de ler entre crianças e jovens, iremos realizar várias actividades e gostaríamos de poder contar com a participação das famílias e de amigos que tenham disponibilidade para vir à escola. As actividades são as seguintes:



PROGRAMA

2.ª Feira

@ 8:30 - Apresentação do Programa e abertura da exposição: OBJECTOS COM VIANA LÁ DENTRO (átrio da escola.

@ 9:00 – Abertura da mini-feira do livro (na BE/CRE).

@ 10:00 – Abertura da exposição sobre a leitura e os mais célebres escritores do séc. XX.

3.ª Feira

@ 8:30 – Apresentações, em power point, relativa a vários escritores (BE/CRE, Sala dos Professores e Cantina/refeitório).

@ 10:15 – Leitura de Poemas com Viana lá dentro: 8.º A lê poemas de autores vianenses (BE/CRE)

4.ª Feira

@ 8:30 – Apresentações, em power point, relativa a vários escritores (BE/CRE, Sala dos Professores e Cantina/refeitório).

@ 10:15 – Leitura de Poemas com Viana lá dentro: 8.º C lê poemas de autores vianenses e um poema sobre Viana (BE/CRE).

@ 14:30 – Conversa com a escritora Manuela Monteiro (BE/CRE).

5.ª Feira

@ 8:30 – Apresentações, em power point, relativa a vários escritores (BE/CRE, Sala dos Professores e Cantina /refeitório).

@ 14:30 – Projecção de vídeos sobre leitura e escritores portugueses (BE/CRE, SALA DOS Professores e Cantina /refeitório).

6.ª Feira

@ 8:30 – Apresentações, em power point, relativa a vários escritores (BE/CRE, Sala dos Professores e Cantina/refeitório).

@ 10:15 – Leitura de Poemas com Viana lá dentro: 8.º F lê poemas sobre Viana escritos por alunos do 8.º ano. (BE/CRE).

@ 14:30 – Projecção de vídeos sobre leitura e escritores portugueses (BE/CRE, SALA DOS Professores e Cantina /refeitório).






A Biblioteca Escolar programou actividades que visam a promoção da leitura e o contacto com escritores e/ou ilustradores. Assim, no mês de Fevereiro, tivemos a apresentação do livro Palavras tuas e minhas, da autoria da escritora La Salette Sá. Trata-se de uma obra que reúne poesias de crianças/adolescentes e da própria autora.


Antes do início da actividade, o grupo de repórteres da BE/CRE (Rui Lima e Simón, do 7.º E), fizeram uma breve entrevista à escritora convidada. Pelas 21:30, deu-se início à actividade, tendo feito o Coordenador da BE/CRE uma breve apresentação da escritora, sua ex-professora e de quem guarda gratas recordações. Seguidamente, intercalaram-se sessões de declamação de poesia das diferentes obras da poetisa, com momentos musicais (guitarra, violino e violoncelo). As declamações foram feitas por vários alunos da nossa escola, bem como as sessões musicais que também contaram com a colaboração da Academia de Música de Viana do Castelo. Deixamos o nosso agradecimento ao professor Cristiano e professora Manuel Marques pela perfeita articulação levada a efeito entre as duas instituições de ensino. Pelas 22 horas, a Dr.ª Cecília, Directora do nosso Agrupamento, fez a apresentação da obra da escritora, num momento de excelente eloquência, transmitindo, dessa forma, o pensar, agir e sentir de uma escritora sensível, mas que, por isso, nos transmite uma nostalgia de criança que nos transporta nas asas do sonho, não de uma infância perdida, mas de uma infância vivida que ultrapassa os insensíveis efeitos de um tempo passado. É toda uma poesia que nos conduz a um tempo criança que se perpetua num presente vivido e num futuro ansiado. Também, pela primeira vez, a irmã da escritora, a nossa colega Natividade Sá, fez uma breve descrição sentida da mulher escritora, mãe, professora e irmã protectora atenta.

No final da apresentação, foi possível a cada um de nós adquirir um exemplar. Houve, também, uma sessão de autógrafos.
Esta actividade realizou-se no dia 19 de Fevereiro (sexta-feira), pelas 21:30 e contou com a participação de muitos alunos, Encarregados de Educação e alguns professores.

Obrigado, La Salette Sá, pela magnífica noite que nos proporcionou.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Recolha fde bens para a Madeira



Campanha de recolha de bens essenciais para envio para a Madeira

A partir do dia 23/ Fevereiro, os CTT lançam uma campanha nacional de recolha de bens essenciais para envio para a Madeira, no âmbito do seu Programa de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social, com aceitação em todas as 900 Estações de Correio do País.

Basta a qualquer pessoa dirigir-se a uma Estação de Correios, pedir a caixa solidária grátis, enchê-la com os bens e marcar como destinatário a palavra MADEIRA.

Não é preciso selo nem mais morada e o envio é grátis. Os CTT tratam de entregar os bens.
A Instituição destinatária será a Caritas da Madeira que, já informou que estavam a precisar principalmente dos seguintes produtos/bens:

- Lençóis
- Cobertores

- Mantas
- Almofadas

- Roupa interior (H/ S e criança)
- Roupa em geral
- Produtos de higiene
- Fraldas
- Leite em pó
- Comida para bebé
- Enlatados

http://www2.ctt.pt/fewcm/wcmservlet/ctt/grupo_ctt/imprensa/imprensa/destaques/Imprensa171-AjudaMadeira.html

domingo, 21 de fevereiro de 2010



Ministra da Educação, em entrevista ao Expresso, referiu: "Para mim, educação é comunicação e informação. Uma escola do séc. XXI é aquela em que professores e alunos usem o espaço que tenha recursos de educação. (...) a criança de hoje não pode olhar para a escola como se fosse uma coisa do passado. E não estou a dizer que tem de se transformar a aprendizagem, com o uso das novas tecnologias, numa coisa lúdica. (...) mas fazer pesquisa, encontrar e recolher informação...". Isabel Alçada compreende que o paradigma educacional se alterou substancialmente e que à escola do presente são colocadas novas exigências. Mais do que ser uma mera transmissora de saberes, a escola tem que fornecer e dotar os alunos de ferramentas que lhes permitam ter acesso à informação de um modo selectivo, organizado e pertinente. Deste modo, o aluno tem de estar dotado de um espírito crítico bem estruturado que lhe permita aceder a essa informação com eficácia, propriedade e retirar dela aquilo que verdadeiramente é substancial para uma determinada finalidade. Deste modo, as BE/CRE têm um papel de real importância neste novo desafio. Estamos na era do nativo digital, contudo, se não for devidamente instruído, poderemos estar a formar, apenas, consumidores inconscientes de informação não estruturada e pouco significativa na preparação de cidadãos críticos e socialmente interventivos.




Amnistia Internacional.



Desde 1995 que existe em Viana do Castelo um grupo da Amnistia Internacional (Grupo Local Portugal 24).


Nestes 15 anos o número de membros e a capacidade de acção foi variando ao sabor das vidas dos voluntários e da disponibilidade.
Quando começaram, em 1995, ainda não havia a net como a conhecemos e ainda usam selos de correio para os apelos pelos detidos e torturados. A causa da defesa dos direitos humanos continua a ter a mesma urgência.


Os membros actuais do grupo acham que é possível alargar a participação. Assim em 19 de Fevereiro organizou-se uma reunião para esse objectivo. O grupo de cerca de uma dezena de participantes decidiu organizar outro encontro aberto a todos os interessados (membros ou não da AI) para discutir formas de aumentar a participação e de potenciar o facto de um dos grupos mais antigos em actividade do país ser no nosso concelho. É no próximo dia 5 de Março, pelas 21h30m, na sede da SIRD (Sociedade de Instrução e Recreio Darquense - junto à Caixa geral de depósitos em Darque). Apareçam! Pelo menos tomam um café com o grupo.


Os interessados podem ver o site internacional da AI e aí procurar a página da secção portuguesa. Contactos: luismbraga@sapo.pt 258320375

Breve entrevista à escritora La Salette Sá.



A nossa BE/CRE, para além de ter em funções alunos monitores, organizou e dinamizou um grupo de jovens repórteres que passarão a cobrir todas as actividades realizadas na nossa escola e, em particular, na nossa BE/CRE. Assim, estes repórteres elaboram os guiões de entrevista, procedem à cobertura fotográfica e, posteriormente, redigirão as notícias. Brevemente, quando este grupo estiver em pleno funcionamento, pensamos (re)editar o jornal do agrupamento. Seguidamente, transcrevemos uma síntese da entrevista realizada. O repórter de serviço foi o aluno Rui Lima, do 7.º E.



Entrevista:



Rui Lima: Qual foi o tema de que gostou mais neste livro "Palavras Tuas e Minhas"?


La Salette: O tema que eu mais gostei de trabalhar no livro "Palavras Tuas e Minhas" foi "A Beleza de Íris" que é o primeiro poemazinho da segunda parte.



RL: Pode-nos dizer se há mais algum projecto deste género a ser trabalhado?


LS: Está a começar a ser trabalhado um novo projecto. Vou, agora, lançar o isco no final deste evento para ver se há meninos novos que queiram participar e tenho já ideias de uma coisa nova, mas é tudo segredo e mistério, para já.



RL: Acha que este livro tem um lugar especial na lista dos seus favoritos?



LS: Sou suspeita... sou suspeita... mas digo que sim. Acho que tem, assim como todos os outros que escrevi e gostaria muito que toda a gente o lesse e que também o apreciasse como eu gostei de o fazer. Portanto, espero que ele vá avante.



RL: Obrigado.


LS: De nada, filho.



No dia 19 de Fevereiro, pelas 21:30, recebemos na nossa BE/CRE a professora e escritora La Salette Sá, autora de várias obras poéticas que contaram com a colaboração de vários alunos da nossa escola e outros jovens. Assim, os poemas constantes nos primeiros livros eram acompanhados de ilustrações elaboradas pelos alunos e jovens. Já o último livro lançado e apresentado na nossa escola, sofreu uma pequena inovação, visto que, para além das referidas ilustrações, contém poemas dos próprios alunos. Neste momento, só nos é possível fazer esta breve síntese da actividade realizada, uma vez que ainda não possuímos todas as fotos. Muito em breve, apresentaremos uma descrição mais detalhada da referida actividade.

O aluno Ricardo Cardante, do 8.º F, elaborou um cartaz para divulgar o blogue da nossa BE/CRE. Esse cartaz será afixado em determinados espaços da nossa escola. Assim, convidamos toda a comunidade educativa a visitar o nosso blogue. Do mesmo modo, podem enviar artigos de opinião, divulgação de informação e/ou actividades e outros trabalhos que considerem de interesse para serem publicados neste blogue. Também podem deixar os vossos comentários, sugestões de actividades para serem dinamizadas pela BE, bem como propor projectos de parceria. A BE/CRE é um espaço de todos e para todos e está ao serviço das aprendizagens, visando a promoção do sucesso educativo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Candidaturas RBE 2010


No dia 15 de Fevereiro foi publicada a lista das escolas públicas e outros estabelecimentos de ensino que apresentaram candidatura ao Programa da Rede Bibliotecas Escolares (RBE). As candidaturas aparecem ordenadas por número de entrada. A nossa escola aparece com o número 466. Candidatámos as escolas E.B. 1 da Igreja e Calvário (Meadela), que apenas têm serviço de Biblioteca, mas não estão dotadas de um espaço próprio que funcione como Biblioteca Escolar. A escola da Igreja é a que, no distrito, apresenta o maior número de alunos, o que justifica a existência de uma BE. Contudo, não será uma candidatura fácil, atendendo ao facto de, para integrar a rede, a sala que, actualmente, possui algumas estantes e um número muito reduzido de livros e funcionar, também, como sala de TIC (AEC), necessita de obras de ampliação ou, então, que as aulas de TIC passem a ocupar outro espaço, o que se tornará quase impossível, atendendo a que todos os espaços estão ocupados com salas de aulas. Quanto às obras de ampliação, as mesmas não constam do Plano De Actividades da Câmara Municipal. Quanto à escola do Calvário, a mesma, embora apresente um espaço que pode acolher uma BE, a população estudantil é inferior ao exigido pela Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) para que a mesma possa beneficiar desse espaço. Apesar desse constrangimento, apresentamos a sua candidatura à RBE. Também, segundo informação da autarquia, a mesma beneficiará de obras de ampliação no próximo ano lectivo. Para consultarem as escolas que se candidatarem podem clicar em:http://www.rbe.min-edu.pt/np4/710.html

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O Corso Carnavalesco.



O Corso de Carnaval, uma tradição à qual milhares assistem nas ruas da cidade, contou em 2010 com a participação de 34 grupos e associações e com mais de 1500 inscritos, a que acresceram os normais foliões que se associaram mascarados e de forma espontânea.


O Corso percorreu várias artérias da cidade e as “Cenas da Vida Portuguesa” encheram as ruas de imensa diversão. Assim, a nossa escola apresentou um quadro alusivo ao amor e contou com a participação de mais de vinte e cinco alunos, que, com a sua boa disposição, deram corpo a momentos de diversão e a um convívio saudável. Partindo do amor de D. Pedro com D. Inês, foi criado todo um quadro burlesco, em que os alunos deram vida a piratas, sevilhanas, anjos e demónios, belas muçulmanas encantadas… Claro, não poderia faltar a figura de D. Pedro e D. Inês, paradigmas do amor fatal, que, cadavérica, Inês assumia o papel central, sentada no seu real trono e rodeada por algozes.


Esta actividade faz parte de algumas iniciativas que a Biblioteca Escolar está a dinamizar no âmbito do “Concurso Inês de Castro”, da responsabilidade do Plano Nacional de Leitura (PNL).




Carnaval - Origem Etimológica (origem da palavra)


O Carnaval é, por excelência, o período espectacularmente mais festivo do ano. Nesta época, que antecede os 40 dias que compõem a Quaresma, tudo (ou quase tudo) é permitido. As pessoas saem à rua envergando máscaras que ocultam a sua identidade, vestindo trajes que escondem a sua personalidade e tomando atitudes muito diferentes das que são, geralmente, socialmente aceites.

O Carnaval, como o conhecemos hoje, tem a duração de três dias que vão do Domingo Gordo à Terça-feira Gorda. A quarta-feira seguinte, conhecida por Quarta-feira de Cinzas ou Entrudo (do latim, introitus, que significa entrada), simboliza a entrada no período da Quaresma, que antecede a Páscoa.

Sobre a origem da palavra, não há unanimidade entre os estudiosos. Há quem defenda que a palavra Carnaval deriva de carne vale (adeus carne!) ou de carne levamen (supressão da carne). Esta interpretação da origem etimológica da palavra leva-nos, indubitavelmente, para o início do período da Quaresma, uma pausa de 40 dias nos excessos cometidos durante o ano, excessos esses que incluem, segundo a religião católica, a alimentação. Assim, a Quaresma era, na sua origem, não apenas um período de reflexão espiritual como também uma época de privação de certos alimentos como a carne.

Outra interpretação para a etimologia da palavra é a de que esta derive de currus navalis, expressão anterior ao Cristianismo e que significa carro naval. Esta interpretação baseia-se nas diversões próprias do começo da Primavera, com cortejos marítimos ou carros alegóricos em forma de barco, tanto na Grécia como em Roma e, posteriormente, entre os Teutões.

De qualquer forma, seja qual for a origem da palavra Carnaval, a verdade é que o seu conceito se fundiu completamente na sociedade. Brincar ao Carnaval é já uma tradição que poucos dispensam
!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010


Por ocasião da comemoração do Dia Mundial da Poesia 2010, que se realiza no CCB no dia 21 de Março, o Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém, numa iniciativa conjunta, lançaram um desafio às escolas, convidando-as a participarem num Concurso de Poesia.

O Concurso Faça Lá um Poema procurava incentivar o gosto pela leitura e escrita de poesia e destinava-se a quatro níveis de ensino, desde o 1.º Ciclo ao Ensino Secundário, e nele poderiam participar quaisquer alunos de escolas públicas e privadas.

As escolas participante deveriam seleccionar e apresentar a concurso um máximo de três poemas por cada nível de ensino. Esta selecção ficaria ao critério de cada escola, com autonomia, sugerindo-se, no entanto, que o processo fosse dinamizado pelo professor bibliotecário ou pelo responsável da BE.

A entrega de prémios terá lugar no CCB, em Lisboa, a 21 de Março de 2010 e será integrada no programa do Dia Mundial da Poesia.

Da nossa escola, foram seleccionados os alunos:

- Cláudia Moreira Araújo, do 7.º ano, com o poema Um desejo de voar.

- Filipe Silva de Matos, do 7.º ano, com o poema O meu amigo esquilo.

- Leonor Domingues Francisco, do 7.º ano, com o poema O caminho da vida.

domingo, 14 de fevereiro de 2010



A Biblioteca Escolar programou actividades que visam a promoção da leitura e o contacto com escritores e/ou ilustradores.



Assim, neste mês de Fevereiro, teremos a apresentação do livro Palavras tuas e minhas, da autoria da escritora La Salette Sá. Trata-se de uma obra que reúne poesias de crianças/adolescentes e da própria autora.


No dia da apresentação, será possível a cada um de nós adquirir um exemplar. No final, haverá também uma sessão de autógrafos.



Esta actividade realizar-se-á no dia 19 de Fevereiro (sexta-feira), pelas 21:30 e será aberta a toda a comunidade educativa.



Contamos com a vossa presença!


Monitores da Biblioteca Escolar


Os Monitores da Biblioteca Escolar já iniciaram funções.

As candidaturas para esta actividade iniciaram-se a 19 de Janeiro. Após a análise das candidaturas, o coordenador da Biblioteca Escolar agendou reuniões com os alunos inscritos para explicar quais são as funções de um aluno monitor e o perfil desejado.



Os Monitores da Biblioteca Escolar colaboram no atendimento, na organização do espaço, na implementação das regras, na preservação dos espaços e recursos e na realização de actividades.

Estes monitores prestam funções nas Bibliotecas de acordo com a disponibilidade do seu horário escolar: período de almoço, horas e tardes livres.

Os Monitores possuem um cartão identificador para que possam ser facilmente encontrados pelos utilizadores
.


Ana Saldanha



Nasceu em 1959 no Porto, tendo-se licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Português e Inglês). Tem o mestrado em Literatura Inglesa pela Universidade de Birmingham e é actualmente leitora de Português na Universidade de Glasgow. Ganhou o Prémio Literário Cidade de Almada com o seu romance Círculo Imperfeito e tem-se também dedicado à tradução. Mas é sobretudo conhecida como autora de livros para jovens, domínio em que se afirma como uma das vozes mais seguras e promissoras do panorama português contemporâneo.


O Romance de Rita R



Livro recomendado no programa de português do 7º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula - Grau de Dificuldade II.

Um computador portátil usado, a preço irresistível. Não resisti. Só passados dias o liguei. Estava a transbordar de documentos! Não abri nem um. Se encontrasse um diário também não o leria. Eu tenho princípios.
Tentei encontrar o vendedor, sem resultado. Que fazer? Não tinha alternativa: ouvi o áudio-diário da Rita. Era um diário típico de uma adolescente. Li também as receitas, as tentativas de escrever um romance, olhei para as fotografias, li os e-mails. E o pequeno mundo que me apareceu à frente era sólido e completo.
Enviei tudo ao meu editor. Com dificuldade, consegui convencê-lo de que, desta vez, a ficção era uma história real, realmente contada pela sua protagonista. Tenho a esperança de um dia vir a conhecer pessoalmente a Rita R.


António Alves Redol (n. 1911-12-29 - f. 1969-11-29), foi um dos iniciadores do movimento neo-realista em Portugal e o primeiro a conseguir ampla aceitação. A sua obra, que alterna momentos de grande intensidade lírica com quadros de descrição precisa e minuciosa, evoluiu de uma análise social fortemente documental para uma fase mais pessoal e afastada dos preceitos da escola, a partir dos finais dos anos 50. Tomou como motivos centrais os dramas humanos vividos na sociedade ribatejana e, com o Ciclo Port Wine (1949-53), também na região duriense. Autor de uma vasta obra, para além dos textos das suas conferências e artigos para os jornais, escreveu romances, contos, peças de teatro e estudos de etnografia.

A Vida Mágica da Sementinha, de Alves Redol


Quando a noite chegou, a nossa amiga Sementinha procurou um torrãozinho de terra, deitando nele a cabeça para adormecer. E sonhou com o rouxinol vagabundo, a cantarolar para lhe trazer o sono, enquanto os dois chapins azuis a embalavam na teia doirada da aranha; depois vinham mais pássaros, todos os que viram no ensaio do bosque, e que traziam no bico o Amarelo de Barba Preta, o Serrano, o Rubião, o Mocho de Espiga Branca e os outros seus companheiros bagos de trigo.
Acompanhando as aventuras da Sementinha, é a fascinante história do trigo que Alves Redol conta às crianças.

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para leitura orientada na sala de aula no 6.º ano - Grau de dificuldade I

Concurso de Leitura


As obras seleccionadas para este mês de Fevereiro são:


2.º Ciclo: A Vida Mágica da Sementinha, de Alves Redol.

3.º Ciclo: O Romance de Rita R, de Ana Saldanha.

Boas leituras!

Dia dos namorados

A Biblioteca Escolar/CRE, em colaboração com a professora Rosa Costa, organizou uma exposição alusiva ao Dia dos Namorados. Foi intenção da equipa celebrar este dia a partir de uma visão histórica, cultural, regional e etnográfica dos usos e costumes do povo alto-minhoto que, sendo tipicamente português, cultivava o amor como expressão máxima do sentimento humano. Assim, a arte de enamorar era vivida pelos nossos avós de forma intensa, mas sempre de acordo com os bons costumes da sua época. Os trajes, os lenços, a ida à fonte e à romaria são expressão do modo de vivenciar esse amor. Assim, nesta exposição, podemos contemplar uma visão tipicamente minhota da arte de namorar traduzida naquilo que está exposto. Como não há Dia dos Namorados sem cartas de Amor, o visitante poderá encontrar a caixa do amor, na qual poderá depositar as suas missivas amorosas, que, posteriormente, serão entregues aos seus destinatários. A BE/CRE deseja a toda a comunidade educativa um óptimo dia de namorados. E, mais uma vez, viva o amor!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Carnaval


A Biblioteca escolar da nossa escola vai participar no Corso Carnavalesco que se realizará, na nossa cidade, no dia 16 de Fevereiro, dia de Carnaval, pelas 15 horas. A nossa escola apresentará um carro alegórico referente ao amor: O amor ao longo dos séculos. Esta iniciativa inscreve-se numa actividade do Plano Nacional de Leitura, Concurso Inês de Castro. Assim, partindo do amor de D. Inês e D. Pedro, será criado um quadro burlesco em torno da temática do amor. Aos alunos foi deixada a criatividade de se fantasiarem a preceito, sem, contudo, se desviarem da temática escolhida. Viva o Carnaval e viva o amor!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

3D pode motivar reclassificação etária de “Avatar”


Alertas de neurologistas para os eventuais perigos duma exposição das crianças à tecnologia 3D podem motivar uma reclassificação do filme “Avatar”, dos 6 para os 12 anos. Nos EUA, alguns fãs experimentaram depressão e tendências suicidas.
A neurologista Teresa Paiva alertou, em declarações à agência Lusa, para os perigos relacionados com uma “forte estimulação sensorial” que a exposição à tecnologia 3D pode provocar nas crianças pequenas.
A Comissão de Classificação de Espectáculos (CCE), orgão responsável pela classificação etária dos filmes exibidos nas salas de cinema, admite que o filme “Avatar” pode vir a ser reavaliado, quer a versão em 3D, quer a normal.
O presidente da CCE garantiu à Lusa que a opinião dos clínicos é respeitada e que a classificação etária de um filme é revista “sempre que há reclamações”, admitindo assim que “Avatar” será reavaliado.
Os resultados desta nova visualização poderão resultar na alteração da classificação etária da película e na introdução de uma advertência em relação à tecnologia 3D em todas as salas de cinema que exibam o filme.
“Avatar” é já um dos filmes mais rentáveis da história do cinema com lucros que ascendem a mais de 1,4 mil milhões de dólares mas, na América, a película está, também, a suscitar polémica.
Fãs americanos deprimidos e com tendências suicidas
Fãs do filme de ficção científica afirmam que experimentaram períodos de depressão e tendências suicidas depois de assistirem a “Avatar”, refere a CNN.
O público americano culpa o cenário idílico de Pandora, retratado em “Avatar”, onde nunca poderão viver, como uma das causas para as profundas depressões.
Um site de fãs do filme de James Cameron colocou on-line o tópico “Como lidar com a depressão de que o sonho de Pandora é inatingível” e recebeu mais de mil testemunhos de quem se sentia deprimido, desligado da realidade, ou ainda sentia repulsa pela humanidade.
“Avatar” tornou-se para o público americano não só uma experiência cinematográfica mas um veículo para um exercício de introspecção.
Este é já um dos filmes mais rentáveis da história do cinema, com lucros que ascendem a mais de 1,4 mil milhões de dólares nas bilheteiras de todo o mundo.

Morreu a guardiã dos manuscritos de O Diário de Anne Frank.


Tinha 100 anos e foi uma das pessoas que ajudou Anne Frank e a sua família a esconderem-se dos nazis. Miep Gies, guardiã dos manuscritos que deram origem ao clássico universal O Diário de Anne Frank, durante a II Guerra Mundial, morreu ontem, na Holanda, na sequência de uma queda que deu por altura do Natal.
Foi Miep Gies, que trabalhava para o pai de Anne, Otto, durante a II Guerra Mundial, que reuniu os manuscritos da jovem autora, mantendo-os a salvo dos nazis na esperança de um dia os devolver a Anne. Perante a fatalidade da morte da adolescente num campo de concentração, Miep entregou os documentos a Otto, ajudando-o a compilar os manuscritos.
A obra foi finalmente publicada, em formato de diário, em 1947. O livro converteu-se num êxito universal - estima-se que esteja, hoje, entre os dez livros mais lidos do mundo - com tradução em 60 línguas e mais de 25 milhões de exemplares vendidos, afirmando-se como um dos testemunhos mais vivos da implacável perseguição nazi aos judeus durante o Holocausto. O Diário de Anne Frank integra, aliás, a lista de 35 bens do património documental mundial “de interesse universal” propostos em 2009 pela UNESCO ao programa “Memória do Mundo”.
Em 1942, em plena II Guerra Mundial, Miep trabalhava como secretária para Otto Frank, quando este lhe confiou um segredo: ele e a sua família tinham decidido esconder-se em Amesterdão para escapar dos nazis. “Otto Frank, o meu chefe, pediu-me que passasse pelo seu escritório. Quando entrei, disse-me: ‘Senta-te. Tenho uma coisa muito importante para te contar. Um segredo, na verdade. Pensámos em nos esconder, aqui, neste prédio. Estarias disponível para nos ajudar, para nos trazeres comida?’. Eu respondi que sim, naturalmente”, contou a própria Gies numa entrevista publicada no site da Casa de Anne Frank, transformada em casa-museu. A última sobrevivente do grupo de pessoas que escondeu os Frank sempre recordou que os verdadeiros heróis em toda a história foram pessoas como o seu próprio marido, Jan, a par com outros funcionários da empresa de Otto, que, em conjunto, ajudaram os oito judeus escondidos no sótão do número 263 de Prinsengracht, em Amesterdão. “Cumprimos as nossas obrigações enquanto seres humanos: ajudámos pessoas em dificuldade”.
A função de Miep era levar à família vegetais e carne, ao passo que outras pessoas tinham a função de lhes entregar pão e livros.
Depois de os nazis terem descoberto o Anexo Secreto, após uma denúncia às autoridades, e terem detido a família Frank, Miep Gies voltou ao sótão e descobriu, no chão, os manuscritos de Anne. Na altura recorda-se de ter decidido que não os iria ler, respeitando o direito de Anne à privacidade. Nessa altura limitou-se a recolher e a pôr a salvo os documentos.
Mas Anne acabou por morrer de febre tifóide no campo de concentração de Bergen-Belsen, a 12 de Março de 1945, quando tinha apenas 15 anos, e por isso, nesse mesmo ano, Miep entregou os documentos ao pai, Otto, o único membro da família que conseguiu sobreviver aos campos de concentração alemães.
Desde a publicação da obra, Gies viajou por todo o mundo narrando as suas experiências durante o Holocausto e a trágica perseguição aos judeus, o que lhe valeu numerosos reconhecimentos públicos.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sophia de Mello Breyner Andresen

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto em 6 de Novembro de 1919 e faleceu em Lisboa no dia 2 de Julho de 2004. Foi na cidade do Porto e na Praia da Granja que passou a sua infância e juventude. Frequentou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, mas não chegou a terminar o curso. Foi casada com o jornalista Francisco Sousa Tavares e mãe de cinco filhos, que a motivaram a escrever contos infantis. Motivos concretos e símbolos excepcionais para cantar o amor e o trágico da vida foi-os buscar ao mar e aos pinhais que contemplou na Praia da Granja; com a sua formação helenística, encontrou evocações do passado para sugerir transformações do futuro; pela sua constante atenção aos problemas do homem e do mundo, criou uma literatura de empenhamento social e político, de compromisso com o seu tempo e de denúncia da injustiça e da opressão. Foi agraciada com o Prémio Camões em 1999. Obras poéticas: Poesia (1944), Dia do Mar (1947), Coral, (1950), No Tempo Dividido, (1954), Mar Novo (1958), Livro Sexto (1962) Geografia (1967), Dual (1972), Nome das Coisas (1977), Musa (1994... Obras narrativas: O Cavaleiro da Dinamarca, Contos Exemplares, Histórias da Terra e do Mar, A Floresta, A Menina do Mar, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana...

Obra seleccionada para o Concurso de Leitura - 2.º Ciclo



Título: A Floresta
Autora: Sophia de Mello
Breyner Andresen
34ª edição, Março 2002,
Figueirinhas

As estações sucedem-se e renovam-se a cada ano que passa... e é assim que mais um ano chegou ao fim. Uma nova estação, uma nova etapa, um novo ano se inicia. Que tal começarmos com uma sugestão de leitura que “cheira” a Outono? Por certo conheces a autora, Sophia de Mello Breyner Andresen; talvez já tenhas lido esta, ou outra(s) obra(s) da autora, tais como: A Fada Oriana, A Menina do Mar...
Embarca nesta nova aventura e vem percorrer, descobrir (ou redescobrir) A Floresta
com Isabel, Tomé, o professor de piano, Emília, os frades, os ladrões, o professor Máximo... Com Isabel, vem inventar um mundo mágico e secreto que se esconde na floresta, vem desvendar um magnifico segredo que se oculta no carvalho... O melhor é, sem dúvida, ler para saber.

Bons passeios pela FLORESTA!

O autor José Gomes Ferreira.


José Gomes Ferreira imortalizou-se no campo da Literatura Portuguesa nas áreas da Poesia e da Prosa. Natural do Porto, formou-se em Direito em 1924, tendo sido cônsul na Noruega entre 1925 e 1930.
Após o seu regresso a Portugal, enveredou pela carreira jornalística. Foi colaborador de vários jornais e revistas, tais como a Presença, a Seara Nova e Gazeta Musical e de Todas as Artes.
Pertenceu à geração do Novo Cancioneiro, com evidentes influências surrealistas, simbolistas, e sobretudo neo-realistas. José Gomes Ferreira foi um representante do artista social e politicamente empenhado nas suas reacções e revoltas face aos problemas e injustiças do mundo.
A sua mensagem, sempre actual, é a vivência real de um homem e autor com os cinco sentidos despertos para tudo o que o rodeia, colocando o seu individualismo ao serviço da urgência do social.
A sua vasta obra reflecte este seu desejo de mudar esse Mundo, o que acreditava fazer com o poder da palavra.

Livro seleccionado para o Concurso de Leitura - 3.º ciclo.


Aventuras de João Sem Medo

Poucos livros conseguiram operar de forma tão nítida este prodígio:
Foi escrito para a juventude, mas os chamados adultos identificaram-se plenamente com o universo mágico que ele encerra

José Jorge Letria

Autoria: José Gomes Ferreira
Data de publicação: 1963
Local de publicação: Lisboa


Recorrendo a um imaginário mágico, prodigioso de imaginação e engenho narrativo, João Sem Medo é “…um rapaz que vive em Chora-Que-Logo-Bebes …onde os homens, perdidos dos enigmas da infância, haviam instalado uma espécie de Parque de Reserva de Entes Fantásticos.”
Fábula fantástica por vezes de inspiração surrealista, retrata um “estar” que, de todo, não nos é alheio, “…os choraquelogobebenses — infelizes chorincas que se lastimavam de manhã até à noite — mal tinham força para arrastar o bolor negro das sombras…” transporta-nos de uma imagem de um Portugal – Estado Novo, para a nossa vivência num país que no século XXI mantém inalterável um estado de espírito, “…a andarem de monco caído, sempre constipados por causa da humidade, e a ouvirem com delícia canções de cemitério ganidas por cantores trajados de luto, ao som de instrumentos plangentes e monótonos.”
João Sem Medo, somos nós, ou muitos de nós, que nos refugiamos na utopia, no sonho, acabando a maior parte das vezes, não resignados, mas antes num estado de sobrevivência quotidiana, na esperança que um João qualquer, mas sem medo, desmantele o “Muro” que nos priva do livre pensamento. “…um dia, João Sem Medo farto de tanta chorinquice e de tanta miséria que gelava as casas e cobria os homens de verdete, disse à mãe…”. Folheia este maravilhoso livro e enquantra mil e uma aventuras de fascínio e encantamento!
Podes lê-lo, também, clicando em:
http://www.dquixote.pt/pdf/aventurasdejoaosemmedo.pdf