Catálogo da BE

domingo, 16 de maio de 2010

O Colar, de Sophia de Mello Breyner Andresen



Um dia, há já mais de três anos, quando, em homenagem à Sophia, preparávamos o espectáculo AUSTEROS SINAIS, disse-nos ela que estava a escrever uma peça de teatro: O Colar. deu-nos então a ler o primeiro acto. Perguntava se gostávamos. Pedimos-lhe que acabasse porque a queríamos representar. Foi aí que surgiu a ideia deste espectáculo. Daí para a frente todos os anos programámos O Colar. Esperámos o tempo que a Sophia quis para acabar a peça. Houve várias versões do segundo acto. Finalmente chegou esta peça em três estranhos e diferentes actos. Que com grande alegria levamos à cena. E com o temor de quem lhe parece ter entre mãos uma coisa muito frágil e muito preciosa. Muito desejada e muito amada.


Não sei se O Colar é mesmo uma peça de teatro. Tanta é a leveza, tão transparentes e fugidias as personagens, tão frágil a estrutura dramática, tão previsível o esboço de intriga, que nada do pesado aparato do teatro parece que chega a estar ali. Mas está a poesia de Sophia, os seus temas, a sua limpidez, o seu saber. A poesia aqui está a brincar, resolveu mascarar-se. E fingiu que era teatro. Talvez sem razão. Por simples prazer. Por pura alegria. Alegria de viver. E o teatro voltou, como antigamente, a ser poesia. Deixou por um instante de ser prosa, de pôr tudo por extenso, como tanto do teatro que herdámos e continuamos a fazer. Aqui tudo existe ao ser apenas aflorado. Em O Colar a poesia convoca farrapos de teatro, ligeiras evocações da comédia e da ópera, põe no centro do palco uma jovem mulher ou uma boneca com nome italiano de alguma heroína de ficção, Vanina, que apostaríamos ser dupla, ou espelho, ou máscara da própria Sophia neste jogo, nesta breve fantasia, e fá-la conviver com personagens que tanto saem das memórias de infância, como da commedia dell’arte, como dos teatros de marionetas, como de todas as convenções, e fala da vida. Da vida toda, ao de leve, como se de nada se tratasse, com aquela elegância que só sabe ter a muita arte ou uma sabedoria já de muita vida feita.


Parece, n’ O Colar, que estamos de facto num quarto de brinquedos ou numa casa de bonecas. E sentimos a liberdade e a alegria que só as crianças conseguem a brincar. Num prólogo à antiga, a personagem de um mestre de cerimónias-apresentador, diz um poema já incluído em O Búzio de Cós que nos situa numa Veneza senhora do mar, lugar de toda a beleza, de toda a luz, de todos os amores e todas as artes, e de todos os comércios, e do dinheiro e também da tirania. Esta Veneza é o complexo mundo inteiro, mas em festa. Com lua à meia-noite e sol ao meio dia. E é este palco. Desarrumado como a vida, ao sabor do que acontece. Passamos para um quarto de Vanina que é uma janela, um espelho, uma cama para chorar e uma mesa para escrever. Saltamos para um palácio, um terraço, uma mesa de jantar, e um parque e uma floresta. Reconhecemos a brincar os lugares da poesia de Sophia. Porque Vanina vai passando por aí num pequeno percurso de boneca, ou bailarina, que esconde uma enorme aprendizagem. Até a Grécia é nomeada e como em vários poemas de Sophia, chega o poeta e o poeta é Byron. Sem quase se dar por isso, o que se joga neste pequeno teatro são os mesmos grandes temas de toda a sua poesia. Um pouco no tom de alguns dos contos.


O Colar abre sobre a alegria de viver. Tudo é esperança, a luz, as coisas, as pessoas. Vanina está apaixonada. Porque assim começa a vida. E do dia pleno se passa para a noite. “A vida é difícil, Vanina”, é o que lhe repetem em tons diferentes as pessoas que encontra. Vanina, ao longo da pequena peça, como quem diz ao longo da vida, vai aprender que é verdade. Chora. Aprende que a vida não é um conto de fadas, aprende a dificuldade, o que é a liberdade limitada, aprende o que é viver com os outros. Conhece a decepção. Percebe que nem sempre a arte, a verdade e a justiça se encontram. Mas lava-se na natureza, na fonte dos pastores. E decide, inventa-se. E aprende a amar. Virá um dia a conhecer também a melancolia e a perceber o que já sabem dois sábios que encontra, o poeta Byron e uma senhora Condessa, talvez uma Vanina já velha, ambos com um saber de muitas experiências feito: que a vida passa e a juventude é um instante que tem de durar toda a vida. E a gostar de coisas tão grandes ou tão pequenas mas tão civilizadas ao longo de muito tempo, como um copo de champanhe com pêssego numa noite quente em Itália, no Verão.


O Colar é uma peça, ou um poema, tanto faz, sobre a perda da inocência, sim, mas contra o cinismo. E por isso, quase sem nos darmos conta, com a extrema delicadeza ou o pudor que só os grandes sabem ter, uma peça para o nosso tempo. A favor da esperança. Nenhum ser humano é mau nesta pequena história. Todos são diferentes, todos são como são e tão humanos como toda a humanidade. Mas Vanina sente a ferida de uma vida mais pequena que aquela que os homens mereciam. Perante a decepção, a desilusão, ela não põe “sobre o seu deslumbramento o selo do esquecimento e da indiferença”. Aprende a solidão como lugar de dignidade e aprende a mais amar a vida nas suas contradições.


É difícil dar corpo a uma peça assim. A cada instante se corre o perigo de com um elemento de cenário a mais, um fato menos certo, uma luz mais grosseira, um movimento acessório, uma inflexão ao lado, se estragar a suprema elegância de tanto saber representar com um leve traço, com tão poucas palavras, sem nenhuma violência que não seja a da extrema clareza a que nos desabituámos num mundo já cego e surdo de tanta imagem e tanta letra, de tanto discurso especulativo. Este teatro tem outro ritmo. Teatro assim ninguém faz. É verdade, neste momento, infelizmente, não passaria pela cabeça de mais ninguém. Aqui trata-se de voltar a uma pureza original que é o reencontro com a alegria. Bem o desejamos e neste espectáculo o tentámos. Mas isso, para além da Sophia, quem sabe fazer?


Este espectáculo exigiu de nós, como poucos, uma efectiva responsabilidade. A mesma com que Sophia glosou, recriando mais que traduzindo, o poema de Byron de que muito gostava e que escolheu para fechar a peça. A mesma liberdade com que traduziu o Hamlet e Muito Barulho por Nada que representámos. O Colar é um texto que nos desafia. É um texto de quem gosta muito de teatro, que muitas vezes, o sonhou. Mas não é o texto de um dramaturgo. É o texto de um poeta que não sabe, nem quer, prever a sua encenação. Esse trabalho deixa-o a nós, à liberdade de quem muito o ame e por esse amor se responsabilize. O que constrói este texto não é nenhuma carpintaria, é o prazer das palavras. Às vezes muitas, às vezes poucas, conforme as cenas. Com um ritmo que imagina cenários, vestidos, corpos, o movimento e a voz, mas que os deixa disponíveis também à imaginação, à decisão, à criação dos outros. À sua liberdade. E deles esperando tudo. Ainda bem. Mas este espectáculo não esgota a peça de Sophia. Temo que a limite. Nas palavras de Sophia cabe o mundo, todas as coisas e toda a vida. Neste espectáculo cabe apenas o enorme entusiasmo com que desde sempre as lemos. E com que delas nos apropriamos para melhor viver. Temo que a profunda melancolia que o atravessa e que no delicado amor da peça descobrimos, seja nosso. De Sophia recebemos a alegria. Mesmo se com ela, num dos seus poemas mais recentes, por certo também perguntamos “como viver de novo a alegria una / de ter sido nova que falhei”.



“Queremos ir com o vento com o perigo


Queremos a injustiça do castigo


Somos nós que a nós mesmos nos matamos”



Teatro da Cornucópia


O encenador,


Luis Miguel Cintra

Passatempo "Faz crescer o teu dinheiro"

Para mais informações, consulta: http://te.pt/dinheiro/

Participa!

sábado, 15 de maio de 2010

Colóquio: Literatura Portuguesa e a Construção do Passado e do Futuro


24, 25 e 26 de Maio de 2010


Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa


Organização: Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República


Coordenação: Helena Buescu e Teresa Cristina Cerdeira


As comemorações dos 100 anos da República Portuguesa exigem um trabalho da memória. Exigem, sobretudo, um olhar do presente que revisite as vertentes utópicas que a geraram, o empenho intelectual que a sustentou, a aposta de modernidade que ela continha e que desejaria ter visto prolongar-se por mais tempo.


Ao comemorar 100 anos da República Portuguesa, cabe uma outra exigência: a de fazê-la dialogar, por um lado, com a tradição cultural portuguesa, modo de afirmar as marcas de uma literatura de fundação e a evidente actualidade dos clássicos; por outro também com o presente, ao estabelecer, por exemplo, os elos possíveis entre a revolução republicana e a reconquista histórica da democracia portuguesa em Abril de 1974, revisitadas pela literatura dos séculos XX e XXI.


Celebrar a República é, antes de tudo, revisitar criticamente o seu processo.


http://coloquio-literatura.centenariorepublica.pt/


PROGRAMA


24 de Maio de 2010


14h00


Abertura oficial com a presença de um representante da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, do Embaixador do Brasil, de um representante do Ministério da Educação, do Reitor da Universidade de Lisboa e das Organizadoras do Colóquio.


14h30 – Mesa 1


Tema: REPÚBLICA, MODERNIDADE E POESIA


Moderadora: Helena Buescu (UL)


Convidados: Eduardo Lourenço (U Nice), Paula Morão (UL), Jorge Fernandes da Silveira (UFRJ)


Eduardo Lourenço: MITOLOGIA REPUBLICANA


Paula Morão: NA SENDA DE ORPHEU – ALICERCES E CONSEQUÊNCIAS (ALGUMAS NOTAS)


Jorge Fernandes da Silveira: A POESIA MODERNA DE INTERVENÇÃO IDEOLÓGICA: POESIA 61


16h00 – Mesa 2


Tema: A ACTUALIDADE DOS CLÁSSICOS (Poesia Trovadoresca, Gil Vicente, Fernão Mendes Pinto)


Moderador: José Carlos Seabra Pereira (UC)


Convidados: João Dionísio (UL), Maria Theresa Abelha Alves (CNPq), Francisco Lima (UEFS), Gilda Santos (UFRJ)


João Dionísio: E U É? CONFIGURAÇÕES ACTUAIS DA LÍRICA GALEGO-PORTUGUESA


Maria Theresa Abelha Alves: GIL VICENTE: DE ONTEM PARA HOJE


Francisco Lima: A PEREGRINAÇÃO OU O OUTRO LIVRO DAS MARAVILHAS


Gilda Santos: JORGE DE SENA E A RELEITURA DOS CLÁSSICOS PORTUGUESES – UM PREÂMBULO


18h00


Apresentação de posters


A LITERATURA NA ESCOLA


19h30 – Cocktail de abertura


25 de Maio de 2010


09h00 – Mesa 3


Tema: A LITERATURA E A HISTÓRIA: Literaturas de Fundação (Fernão Lopes, Vieira, Oliveira Martins: história e profecia; Camões, Pessoa e a aventura do mar; Herculano, Saramago e Mário Cláudio; Lídia Jorge e Helder Macedo)


Moderadora: Teresa Cristina Cerdeira


Convidados: Cleonice Berardinelli (UFRJ/PUC-Rio), Helder Macedo (King’s College Londres), Maria de Fátima Marinho (UP), Jane Tutikian (UFRGS)


Cleonice Berardinelli: A PRESENÇA DO MAR EM CAMÕES E FERNANDO PESSOA


Helder Macedo: HISTÓRIA COMO PROFECIA, PROFECIA COMO HISTÓRIA: FERNÃO LOPES, ANTÓNIO VIEIRA E OLIVEIRA MARTINS


Maria de Fátima Marinho: LEGITIMAÇÃO DA LITERATURA (HERCULANO, MÁRIO CLÁUDIO E SARAMAGO)


Jane Tutikian: O TEMPO CONDICIONAL: QUESTÕES DE IDENTIDADE EM HELDER MACEDO E LÍDIA JORGE


11h00 – Café


11h15


Encontro com escritores: POESIA PORTUGUESA


Moderador: Helder Macedo


Poetas Convidados: Gastão Cruz, Ana Luísa Amaral, Manuel Alegre, Nuno Júdice, Maria do Rosário Pedreira


12h45 – Almoço livre


14h15 – Mesa 4


Tema: HERANÇAS DE OITOCENTOS (Garrett, Camilo, Eça, Antero, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro)


Moderador: Carlos Reis (UA / UC)


Convidados: Maria Fernanda de Abreu (UNL), Elza Miné (USP), Monica Figueiredo (UFRJ), Isabel Pires de Lima (UP)


Fernanda Abreu: TÃO MORTA E TÃO ROÍDA DE VERMES? VIAGENS DE CAMILO E GARRETT POR AQUELA NOSSA TERRA


Elza Miné: A GERAÇÃO DE 70 E A REPÚBLICA BRASILEIRA: ALGUNS RECORTES


Monica Figueiredo: A ESCRITA POR TESTEMUNHA: EÇA DE QUEIRÓS, OLIVEIRA MARTINS E GUERRA JUNQUEIRO


Isabel Pires de Lima: ANTERO E EÇA: UTOPIAS E APORIAS DA RES PUBLICA


26 de Maio de 2010


09h00 – Mesa 5


Tema: PORTUGAL 1910-1915: OS GESTOS RADICAIS (Orpheu - Pessoa, Sá-Carneiro, Almada, Florbela)


Moderadora: Paula Morão


Convidados: Maria Lúcia Dal Farra (UFS), Fernando Cabral Martins (UNL), José Carlos Seabra Pereira (UC)


Maria Lúcia Dal Farra: FLORBELA: A REPÚBLICA DAS LETRAS E DO AMOR


Fernando Cabral Martins: O GRANDE TEATRO DA REPÚBLICA


José Carlos Seabra Pereira: PESSOA - RUPTURAS E CONTINUIDADES NO TEMPO DE ORPHEU


10h30 – Café


10h45 – Mesa 6


Tema: A AGONIA REPUBLICANA: A LITERATURA NA CRISE DO ESTADO (Alves Redol, Miguel Torga, Carlos de Oliveira, Vergílio Ferreira, José Cardoso Pires e Augusto Abelaira)


Moderadora: Maria de Fátima Marinho (UP)


Convidados: Carlos Reis (UC/UA), Rosa Goulart (UAC), Rosa Maria Martelo (UP), Lélia Parreira Duarte (PUC-Minas).


Carlos Reis – NÃO HÁ COINCIDÊNCIAS: O ANO DE 1968 NA FICÇÃO PORTUGUESA CONTEMPORÂNEA


Rosa Goulart – A RESPONSABILIDADE DOS HOMENS DE LETRAS: VERGÍLIO FERREIRA E MIGUEL TORGA


Rosa Maria Martelo – A LEI, O ERRO, OS ERROS DA LEI E OS CAMPONESES DE FINISTERRA


Lélia Duarte – ABELAIRA, O NEO-REALISMO E AS MÁSCARAS DE PERSÉFONE


12h45 – Almoço livre


14h15 – Mesa 7


Tema: DA NECESSIDADE DE REDEMOCRATIZAR A DEMOCRACIA: a literatura como escrita da liberdade (Literatura Portuguesa, Lusofonia e Estudos Pós-coloniais)


Moderadora: Isabel Pires de Lima (UP)


Convidados: Benjamim Abdala Jr. (USP), Margarida Calafate Ribeiro (UC), Laura Padilha (UFF), António Nóvoa (UL)


Benjamin Abdala: DEMOCRACIA E COMUNITARISMOS


Margarida Calafate Ribeiro: ANTÓNIO LOBO ANTUNES - POR UMA DEMOCRACIA COM MEMÓRIA


Laura Padilha: DA CERTEZA DAS “VIDAS NOVAS” À”HISTÓRIA REAL DE UM AMOR IMPOSSÍVEL”


António Nóvoa: ENISNO DA LITERATURA E CIDADANIA


16h15 – Café


16h30 – Mesa 8


Tema: UTOPIAS E IMPASSES REPUBLICANOS NOS CRAVOS DE ABRIL (Sophia de Mello Breyner Andresen, Jorge de Sena e Eugénio de Andrade, Maria Velho da Costa, Alexandre O’Neill)


Moderadora: Maria Alzira Seixo (UL)


Convidados: Vilma Arêas (UNICAMP), Clara Rocha (UNL), Manuel Gusmão (UL), Ida Alves (UFF)


Vilma Arêas: CRAVOS BRANCOS, VERMELHOS, CELEBRAÇÃO E SOFRIMENTO


Clara Rocha: O ETHOS DA PARÓDIA NA POESIA DE ALEXANDRE O’NEILL


Manuel Gusmão: QUEM É A GERAÇÃO DE MARIA VELHO DA COSTA. UMA GERAÇÃO DE MULHERES?


Ida Alves: “A VEEMÊNCIA DO VISÍVEL”: DIÁLOGOS ENTRE SOPHIA, SENA E EUGÉNIO DE ANDRADE


18h30


Encontro com escritores: FICÇÃO PORTUGUESA


Moderador: José Carlos de Vasconcelos


Escritores convidados: Mário Cláudio, Lídia Jorge, Helder Macedo, Mário de Carvalho, Gonçalo M. Tavares

quarta-feira, 12 de maio de 2010


Caras e caros colegas,


Convidamos-vos a participar na Conferência da Prof. Giovanna Campani, da Universidade de Florença, na próxima Terça-Feira, dia 18, às 14,30, no Auditório Multimédia do Instituto de Educação (ver cartaz em anexo).


A conferência, proferida em castelhano, será subordinada ao tema "Inclusão Social e Educação". Nela a Prof. Giovanna Campani reflectirá sobre os resultados de um projecto europeu que tem como hipótese a ideia de que uma educação participativa e comunitária contribui para a Inclusão Social. Este projecto focaliza-se no trabalho local, comunitário, na comunicação entre professores e famílias e na participação e apoio das instituições locais.


Será certamente um espaço de reflexão conjunta para todos aqueles e aquelas que se interessam pela Inclusão Social através da Educação Escolar, realizada em articulação com vários actores sociais e instituições locais.

Margarida Fonseca Santos


Nasceu em Lisboa, a 29 de Novembro de 1960.
Tirou o Curso Superior de Piano no Conservatório Nacional, tendo como objectivo ser professora de Formação Musical no ensino vocacional. Deu aulas em várias escolas, nomeadamente na Escola Superior de Música de Lisboa entre 1990 e 2005.
Começou a escrever em 1993 e neste momento dedica-se a tempo inteiro à escrita.
Tem vários livros publicados, na sua grande maioria para crianças e jovens, e escreve com regularidade para teatro.
Orienta ateliers de escrita com crianças, adultos e professores (Escrita Criativa, Escrever teatro para Crianças e Jovens, e Escrever para Crianças e Jovens).
Publicou, em co-autoria com Elsa Serra, o manual de Escrita Criativa Quero ser escritor!
É membro fundador do Clic - Clube de Literatura, Ilustração e Cª .
Foi responsável pela coluna Crescer a ler do Suplemento de Educação do Jornal de Letras, e pelo apontamento “Bicho-de-conta” (contos para crianças) na Antena 1, Programa “À volta dos dias”.
Ganhou vários prémio de onde se destacam Prémio Revelação Ficção APE/IPLB e Prémio Nacional do Conto Manuel da Fonseca (1996)
Paralelamente trabalha treino mental para a performance, bem como o uso pedagógico e terapêutico da metáfora.

Sophia de Mello Breyner Andresen



Poetisa e contista portuguesa, nasceu no Porto, no seio de uma família aristocrática, e aí viveu até aos dez anos, altura em que se mudou para Lisboa. De origem dinamarquesa por parte do pai, a sua educação decorreu num ambiente católico e culturalmente privilegiado que influenciou a sua personalidade. Frequentou o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em consonância com o seu fascínio pelo mundo grego (que a levou igualmente a viajar pela Grécia e por toda a região mediterrânica), não tendo todavia chegado a concluí-lo.
Teve uma intervenção política empenhada, opondo-se ao regime salazarista (foi co-fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos) e também, após o 25 de Abril, como deputada. Presidiu ao Centro Nacional de Cultura e à Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Escritores.


O ambiente da sua infância reflecte-se em imagens e ambientes presentes na sua obra, sobretudo nos livros para crianças. Os verões passados na praia da Granja e os jardins da casa da família ressurgem em evocações do mar ou de espaços de paz e amplitude. A civilização grega é igualmente uma presença recorrente nos versos de Sophia, através da sua crença profunda na união entre os deuses e a natureza, tal como outra dimensão da religiosidade, provinda da tradição bíblica e cristã.


A sua actividade literária (e política) pautou-se sempre pelas ideias de justiça, liberdade e integridade moral. A depuração, o equilíbrio e a limpidez da linguagem poética, a presença constante da Natureza, a atenção permanente aos problemas e à tragicidade da vida humana são reflexo de uma formação clássica, com leituras, por exemplo, de Homero, durante a juventude. Colaborou nas revistas Cadernos de Poesia (1940), Távola Redonda (1950) e Árvore (1951) e conviveu com nomes da literatura como Miguel Torga, Ruy Cinatti e Jorge de Sena.


Na lírica, estreou-se com Poesia (1944), a que se seguiram Dia do Mar (1947), Coral (1950), No Tempo Dividido (1954), Mar Novo (1958), O Cristo Cigano (1961), Livro Sexto (1962, Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores), Geografia (1967), Dual (1972), O Nome das Coisas (1977, Prémio Teixeira de Pascoaes), Navegações (1977-82) e Ilhas (1989). Este último voltou a ser publicado em 1996, numa edição de poemas escolhidos acompanhada de fotografias de Daniel Blaufuks. Em 1968, foi publicada uma Antologia e, entre 1990 e 1992, surgiram três volumes da sua Obra Poética. Seguiram-se os títulos Musa (1994) e O Búzio de Cós (1997). Colaborou ainda com Júlio Resende na organização de um livro para a infância e juventude, intitulado Primeiro Livro de Poesia (1993).


Em prosa, escreveu O Rapaz de Bronze (1956), Contos Exemplares (1962), Histórias da Terra e do Mar (1984) e os contos infantis A Fada Oriana (1958), A Menina do Mar (1958), Noite de Natal (1959), O Cavaleiro da Dinamarca (1964) e A Floresta (1968). É ainda autora dos ensaios Cecília Meireles (1958), Poesia e Realidade(1960) e O Nu na Antiguidade Clássica (1975), para além de trabalhos de tradução de Dante, Shakespeare e Eurípedes.
A sua obra literária encontra-se parcialmente traduzida em França, Itália e nos Estados Unidos da América. Em 1994 recebeu o Prémio Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores e, no ano seguinte, o Prémio Petrarca, da Associação de Editores Italianos. O seu valor, como poetisa e figura da cultura portuguesa, foi também reconhecido através da atribuição do Prémio Camões, em 1999.


Em 2001, foi distinguida com o Prémio Max Jacob de Poesia, num ano em que o prémio foi excepcionalmente alargado a poetas de língua estrangeira.
Em Agosto do mesmo ano, foi lançada a antologia poética Mar. Em Outubro publicou o livro O Colar. Em Dezembro, saiu a obra poética Orpheu e Eurydice, onde o orphismo está, mais uma vez, presente, bem como o amor entre Orpheu, símbolo dos poetas, e Eurídice, que a autora recupera num sentido diverso do instaurado pela tradição helénica

Concurso de Leitura: mês de Maio.

As obras seleccionadas para este mês de Março são:

2.º Ciclo – 7 X 25 Histórias de Liberdade, de Margarida Fonseca Santos + Inês do Carmo.



3.º Ciclo – O Colar, de Sophia de Mello Breyner Andresen.



terça-feira, 11 de maio de 2010

Museu de Arte e Arqueologia e Museu do Traje: Viana do Castelo



Noite dos Museus, Sábado, 15 de Maio


Dia Internacional dos Museus, 3ª feira, 18 de Maio


Este ano Viana do Castelo celebra a Festa dos Museus apresentando as primeiras exposições e acções de formação que resultam do protocolo assinado com a Fundação de Serralves.


Do Programa chamamos a especial atenção para:



dia 14, 6ª feira:



Às 11h: Inauguração da exposição De que falamos, quando falamos de Arte Contemporânea? exposição didáctica, no relvado junto à Biblioteca Municipal


Às 17h: Inauguração da exposição A Razão das Coisas, esculturas de Júlio Pomar e fotografias de Gérad Castello-Lopes e José M. Rodrigues, com a presença do artista.


No dia 15, sábado:


Oficinas em Família, dentro da exposição De que falamos, quando falamos de Arte Contemporânea?


À noite, a partir das 21.30, no Museu de Arte e Arqueologia, vamos ter uma conversa com o artista Júlio Pomar, e temos um bar preparado , com música pelo DJ ::FWD:: e projecções de vídeo, (organizado em colaboração com a AISCA – Associação de Intervenção Social, Cultural e Artística)


Dia 18, 3ª feira:


17h: Apresentação do trabalho do atelier de Bordado do Museu do Traje: A Barra do Meu Museu e da Base de Dados dos Postais de Traje.


Durante este período o Museu do Traje recebe as Jornadas de Cultura Popular, organizadas pela Ronda Típica da Meadela, com as Sessões:


Dia 14


21.30 - Sessão: Música e Poesia


23.00 - Esconjuro pelo Padre Fontes


Dia 15


15h30 - Sessão: Simbologia e Oculto


Dia 16


15 h30 - Sessão: Cultura Popular


Participem!

Reportagens TVKTVÊ


O sítio da Direcção Regional de Educação do Norte – Gabinete de Inovação, formação e Tecnologias – disponibiliza um conjunto de reportagens sobre a actividade das bibliotecas escolares. Para mais informações contacte: http://www.rbe.min-edu.pt/

domingo, 9 de maio de 2010

A Educação na República: Passado, Presente, Futuro



LOCAL: Anfiteatro A1 - Complexo Pedagógico I), entre sexta-feira, 22-10-2010 e sábado, 23-10-2010


No contexto das comemorações do Centenário da Implantação da República (1910-2010), o Instituto de Educação da Universidade do Minho promove o Colóquio “A Educação na República: Passado, Presente, Futuro”, nos dias 22 e 23 de Outubro de 2010, no Anfiteatro A1 - Complexo Pedagógico I).


No contexto das comemorações do Centenário da Implantação da República (1910-2010), o Instituto de Educação da Universidade do Minho promove o Colóquio "A Educação na República: Passado, Presente, Futuro", reunindo em Braga, ao longo de um dia e meio de trabalho, alguns dos mais reputados investigadores portugueses em educação.


O Colóquio incide sobre um variado leque de temas - os actores educativos, a governação da educação e a aprendizagem ao longo da vida, os movimentos pedagógicos, as reformas e a mudança em educação, as ideias pedagógicas, a ciência e a cidadania, o futuro da educação pública e da escola democrática -, e é especialmente dirigido a professores e educadores, estudantes do ensino superior, sindicatos e associações de professores, escolas e centros de formação, autarquias locais, associações e organizações não governamentais que intervêm em projectos e acções de educação formal e não formal.


Mais informações: https://sites.google.com/site/aeducacaonarepublica/

quinta-feira, 6 de maio de 2010


Junto informação sobre as duas exposições da Fundação de Serralves que serão inauguradas em Viana no dia 14 de Maio.


Chamo a especial atenção para a acção de formação que Serralves promove no Museu de Arte e Arqueologia também no dia 14, especialmente dedicada a professores e educadores que pretendam visitar a exposição com alunos, numa abordagem diferente à arte contemporânea.


Enviado por João Alpuim Botelho (Chefe Divisão Museus)


INFORMAÇÃO


No âmbito do Protocolo que a Câmara Municipal Assinou com a Fundação de Serralves, tornando-se Sócio Fundador, vai a cidade de Viana do Castelo receber duas exposições:


- A RAZÃO DAS COISAS,


esculturas de Júlio Pomar e fotografias de Gérard Castello-Lopes e José M. Rodrigues.


Inaugura a 14 de Maio às 17 horas, no Museu de Arte e Arqueologia



Esta exposição, comissariada por Luísa Costa Dias, reúne um conjunto de fotografias de Gérard Castello-Lopes e José M. Rodrigues das esculturas e "assemblages" de Júlio Pomar, apresentando as peças do artista num diálogo activo com as imagens dos dois fotógrafos.


“A Razão das Coisas” é patrocinada pelo BPI, que publicou um livro para esta exposição, com textos de Maria João Seixas e de Nuno Júdice e grafismo de Henrique Cayatte Design.


Esta é uma de duas exposições apresentadas pela Fundação de Serralves a partir de 14 de Maio em Viana do Castelo, marcando o início de uma colaboração com o Município que virá a enquadrar um trabalho de proximidade entre estas entidades e viabilizar um conjunto de iniciativas em torno da arte e da cultura contemporâneas.


A exposição está patente entre 14 de Maio e 5 de Setembro.




- De que falamos quando falamos de arte contemporânea?


Inaugura a 14 de Maio às 11 horas, Junto à Biblioteca Municipal



Exposição itinerante especificamente concebida para ocupar o espaço público, consiste numa série de painéis profusamente ilustrados que apresentam ao transeunte, independentemente da sua relação de maior ou menor familiaridade com a arte contemporânea, as temáticas e problemas que ela nos apresenta, contando, a partir da Colecção de Serralves, uma possível história da arte do século XX.


A exposição está patente entre 14 de Maio e 13 de Junho junto à Biblioteca Municipal.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Dia da Europa na Biblioteca Municipal


Modelo de autoavaliação das BE´s


Com vista à implementação do Modelo de Autoavaliação da Biblioteca Escolar do nosso Agrupamento, solicita-se aos Directores de Turma que comuniquem o teor de um documento, que lhes será brevemente entregue, aos alunos seleccionados, bem como se pede que preencham a coluna relativa ao correio electrónico dos alunos. De realçar que a selecção dos alunos obedeceu a um processo de amostra aleatória, não obedecendo a qualquer outro critério de selecção a não ser o da escolha de dois números por turma. Este documento deverá ser entregue, o mais brevemente possível, aos professores bibliotecários. O questionário será preenchido na BE/CRE de acordo com a calendarização estabelecida, de 17 a 22 de Maio. Contamos com a vossa colaboração!

Centenário da República


terça-feira, 4 de maio de 2010

Palestra: "A Pobreza e a Exclusão Social", pelo Dr. Fernando Nobre



A Biblioteca Municipal de Viana do Castelo está a organizar uma palestra, integrada nas comemorações do dia da Europa. O orador é o Dr. Fernando Nobre, O tema é A Pobreza e a Exclusão Social. Realiza-se na sexta-feira, dia 7, das 17:00 horas às 17:45. Também há a possibilidade das 15:30. Convidam os professores a acompanhar as suas turmas à BMVC, mas preferiam que fossemos às 17. Às 15.30 já têm muita gente.


Os professores interessados em levar as suas turmas devem contactar os professores bibliotecários até amanhã (dia 5) ou deixar essa informação na D. Helena.



FOTOGRAFAR A NATUREZA EM CASA - O MINIESTÚDIO FOTOGRÁFICO





Oficina de aprendizagem – 8 de Maio de 2010


No próximo dia 8 de Maio será dinamizada uma acção pela Sociedade Portuguesa para a Vida Selvagem (SPVS), no CMIA de Viana do Castelo, que pretende transmitir algumas técnicas não destrutivas de obter imagens de pequenos organismos, através da montagem de pequenos estúdios portáteis ou em sala...


@ Será facultada documentação sobre o tema;


Cada participante deverá trazer máquina fotográfica;


Se o tempo permitir, será realizada uma saída de campo da parte da manhã, após abordagem de conceitos teóricos sobre o tema;


A parte da tarde, incidirá sobre a prática da fotografia em mini-estúdio;


A actividade requer inscrição prévia (email ou telefone para o CMIA) e tem um custo de 10,00 € por pessoa;


Horário: 9H30m - 13H00m e 14H30m - 18H00m.


FOLHETO DE DIVULGAÇÃO: (solicitar via e-mail ao CMIA)


A Equipa do CMIA,


Câmara Municipal de Viana do Castelo


Divisão de Recursos Naturais



Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental


Rua da Argaçosa 4900-394 Viana do Castelo


Tel: 258 809 362 Fax: 258 809 397


cmia@cm-viana-castelo.pt www.cmia-viana-castelo.pt

FOTOGRAFAR A NATUREZA EM CASA - O MINIESTÚDIO FOTOGRÁFICO

Oficina de aprendizagem – 8 de Maio de 2010


No próximo dia 8 de Maio será dinamizada uma acção pela Sociedade Portuguesa para a Vida Selvagem (SPVS), no CMIA de Viana do Castelo, que pretende transmitir algumas técnicas não destrutivas de obter imagens de pequenos organismos, através da montagem de pequenos estúdios portáteis ou em sala...


@ Será facultada documentação sobre o tema;


Cada participante deverá trazer máquina fotográfica;


Se o tempo permitir, será realizada uma saída de campo da parte da manhã, após abordagem de conceitos teóricos sobre o tema;


A parte da tarde, incidirá sobre a prática da fotografia em mini-estúdio;


A actividade requer inscrição prévia (email ou telefone para o CMIA) e tem um custo de 10,00 € por pessoa;


Horário: 9H30m - 13H00m e 14H30m - 18H00m.


FOLHETO DE DIVULGAÇÃO: (solicitar via e-mail ao CMIA)


A Equipa do CMIA,


Câmara Municipal de Viana do Castelo


Divisão de Recursos Naturais



Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental


Rua da Argaçosa 4900-394 Viana do Castelo


Tel: 258 809 362 Fax: 258 809 397


cmia@cm-viana-castelo.pt www.cmia-viana-castelo.pt

Pregón "Día del libro" para cualquier colegio.


¡Alumnos y alumnas de este colegio!
¡Maestros y maestras!
¡Padres, madres, abuelos, tíos, hermanos, primos, primos segundos y primos terceros (que también tienen derecho)!
¡Tortugas, pájaros, periquitos, peces, gusanos, lagartos, iguanas y cualquier ser vivo de esta escuela!

¡Llega el día del libro!

Sí, pero es el día de todos los libros. De cualquiera.

Da igual que sea grande, pequeño, rugoso, con sonido o en blanco y negro; que hable de animales, de seres fantásticos; que explique las maravillas de las selvas o de la oscuridad del fondo marino; que lo utilices para que la mesa no cojee o que lo pongas de adorno en el salón.

Es lo mismo. Es el día de cualquier libro. Es el Día del Libro. De los que te hacen llorar de risa, de los que te hacen temblar de miedo, de los que se leen con una linterna debajo de la sábana. También es el día de esos. Incluso es el día de los libros mutilados, de los que tienen rayas o mordidas algunas de sus páginas.

¡Da igual!
¡Es el día del libro!

De los antiguos y de los nuevos, incluso de los que aún no están escritos salvo en un corazón.
¡Es el día del libro!
¡Felicidades libro!
¡Te queremos libro!


Publicado por El Cuentero (Dani) en 23:36 Etiquetas: colegio, noticias

sábado, 1 de maio de 2010

Dia da Mãe


A primeira proclamação do Dia da Mãe deu-se em 1910, instituída pelo Governador do Estado da Virgínia, nos Estados Unidos da América.
Um ano depois, o Dia da Mãe foi a pouco e pouco sendo comemorado em todas as partes do mundo, desde o México, Canadá, Japão, no Continente Africano e na América do Sul. Em Dezembro de 1912 foi criada a Associação do Dia Internacional da Mãe, com vista à promoção generalizada desta efeméride em todo o mundo.

Primeiras referências


Há historiadores que reclamam as comemorações do Dia da Mãe às mais antigas festividades decorrentes na Grécia antiga, aquando da Festa da Primavera, na qual se honrava a Mãe dos Deuses - Rhea. Na mitologia grega, Rhea foi a mãe de Zeus e irmã de Kronos, considerada como uma das mais influentes deusas em Creta, Arcadia e Phrygia. Assim como a deusa Gaia, Rhea seria também considerada a mãe de todos os Deuses.
Também em Roma, a Mãe era celebrada em honra de Cybele, a mãe dos deuses romanos, mesmo antes do nascimento de Cristo.
No século XVII, a Inglaterra popularizou o "Domingo da Mãe" nos dias que antecediam o Domingo de Páscoa, como homenagem a todas as mães de Inglaterra, sendo mesmo concedido um dia de folga para que se celebrasse este dia na sua plenitude.
O Cristianismo instituiu a festa da "Igreja Mãe", verdadeira força espiritual capaz de proteger os homens de todos os males. Habitualmente, esta festa da Igreja fora sendo associada também à celebração do "Domingo da Mãe".
Também no continente americano, mais concretamente nos Estados Unidos, as comemorações do Dia da Mãe foram sugeridas, pela primeira vez, por Julia Ward Howe no ano de 1872, um dia cujo significado fora assumidamente associado a um dia de Paz contra o flagelo da Guerra Civil.
Em Portugal, o Dia da Mãe foi comemorado, em tempos, no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira de Portugal. Também o dia 13 de Maio é ainda hoje associado às comemorações da Mãe. Porém, actualmente foram instituídas as comemorações do Dia da Mãe, no primeiro domingo do mês de Maio.


Anna Jarvis


Porém, o verdadeiro Dia da Mãe é comummente associado a Anna Jarvis.
Aos 41 anos de idade, Jarvis perdera a sua mãe. Com sua irmã Elisinore, sentiram a sua grande e irremediável perda levando-as a reflectir sobre o facto de não existirem demonstrações concretas de apreço para com as mães. Anna Jarvis decidiu fazer algo, na esperança de que a celebração de um dia dedicado à Mãe iria estimular a estima e consideração dos filhos para com os seus pais, para além de incentivar os laços familiares.
Mas foi em 1907 que Anna empreendeu o esforço necessário à instituição do Dia da Mãe. Com a ajuda de seus amigos, empreendeu uma campanha por correio com vista a obter apoio de congressistas, políticos influentes e personalidades da sociedade norte-americana, com o objectivo de ser oficialmente declarada uma data comemorativa do Dia da Mãe. Os seus esforços goraram o efeito desejado, e foi a 10 de Maio de 1908 que, pela primeira vez, numa cerimónia religiosa, Anna Jarvis honrou sua Mãe. Para adornar a cerimónia foram utilizados cravos vermelhos, a flor favorita da mãe de Anna. Desde então, os cravos vermelhos converteram-se no símbolo das mães em vida e os cravos brancos o símbolo das mães que já partiram.
A primeira proclamação do Dia da Mãe deu-se três anos depois, em 1910, instituída pelo Governador do Estado da Virgínia, Estados Unidos. Um ano depois, o Dia da Mãe foi a pouco e pouco sendo comemorado em todas as partes do mundo, desde o México, Canadá, Japão, no Continente Africano e na América do Sul.
Em Dezembro de 1912 foi criada a Associação do Dia Internacional da Mãe com vista à promoção generalizada desta efeméride tão especial em todo o mundo.

Nota: A BE/CRE deseja a todas as MÃES um feliz dia na companhia dos seus filhos e de uma boa leitura.

quinta-feira, 29 de abril de 2010



Tal como fora anunciado, no dia 23 de Abri, pelas 10:15 horas, tivemos, na nossa BE/CRE, o ilustrador e escritor Emílio Remelhe, que é assistido, na escrita, por diversos pseudónimos Estagiários: Estevão Roque, Elliot Rain, Ena Romero, Ed Root e Eugénio Roda. Tratou-se de uma sessão animada e bastante participativa, com os alunos a colocarem perguntas que obtiveram sempre uma resposta simpática do ilustrador. No final, em sinal de simpatia, o ilustrador entregou um cartão seu para que os alunos possam entrar em contacto com ele através de correio electrónico. O desafio lançado aos alunos foi o de escolherem um nome para uma das suas personagens que terá como traço distintivo (característica física) ser muito magro. Que surjam os nomes!

25 de Abril de 74



O Golpe de Estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos"
Foi uma revolução porque a política do nosso País se alterou completamente.
Mas como não houve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu flores (cravos) aos militares que os puseram nos canos das armas.

Em vez de balas, que matam, havia flores por todo o lado, significando o renascer da vida e a mudança!
O povo português fez este golpe de estado porque não estava contente com o governo de Marcelo Caetano, que seguiu a política de Salazar (o Estado Novo), que era uma ditadura. Esta forma de governo sem liberdade durou cerca de 48 anos!
Enquanto os outros países da Europa avançavam e progrediam em democracia, o regime português mantinha o nosso país atrasado e fechado a novas ideias.
A escola só era obrigatória até à 4ª classe. Era complicado continuar a estudar depois disso.
Os professores podiam dar castigos mais severos aos seus alunos.
Todos os homens eram obrigados a ir à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial) e a censura, conhecida como "lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e ouviam nos jornais, na rádio e na televisão.
Antes do 25 de Abril, todos se mostravam descontentes, mas não podiam dizê-lo abertamente e as manifestações dos estudantes deram muitas preocupações ao governo.
Os estudantes queriam que todos pudessem aceder igualmente ao ensino, liberdade de expressão e o fim da Guerra Colonial, que consideravam inútil.
Os países estrangeiros, que no início apoiavam Salazar e a sua política, começaram a fazer pressão contra Portugal. Por isso o governante dizia que o nosso País estava "orgulhosamente só".
Quando Salazar morreu foi substituído por Marcelo Caetano, que não mudou nada na política.
A solução acabou por vir do lado de quem fazia a guerra: os militares. Cansados desse conflito e da falta de liberdade criaram o Movimento das Forças Armadas (MFA), conhecido como o "Movimento dos Capitães".
Depois de um golpe falhado a 16 de Março de 1974, o MFA decidiu avançar.
O major Otelo Saraiva de Carvalho fez o plano militar e, na madrugada de 25 de Abril, a operação "Fim-regime" tomou conta dos pontos mais importantes da cidade de Lisboa, em especial do aeroporto, da rádio e da tv.
As forças do MFA, lideradas pelo capitão Salgueiro Maia, cercaram e tomaram o quartel do Carmo, onde se refugiara Marcelo Caetano. Rapidamente, o golpe de estado militar foi bem recebido pela população portuguesa, que veio para as ruas sem medo.
Para os militares saberem quando avançar foram lançadas duas "senhas" na rádio? A primeira foi a música "E Depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, a segunda foi "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso, que ficou ligada para sempre ao 25 de Abril.
Depois de afastados todos os responsáveis pela ditadura em Portugal, o MFA libertou os presos políticos e acabou com a censura sobre a Imprensa. E assim começou um novo período da nossa História, onde temos liberdade, as crianças todas podem ir à escola e o País juntou-se ao resto da Europa. Mas ainda há muito, muito caminho a percorrer...

in http://www.junior.te.pt/servlets/Bairro?P=Portugal&ID=101

Na nossa BE/CRE este evento foi (re)lembrado através de uma pequena exposição e da passagem de de comentários/filmes e canções célebres alusivas à temática.


UMA GAIVOTA VOAVA... VOAVA








Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.

Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.

Uma gaivota voava, voava,
assas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.


Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"Quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo


que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.




Casa de Anne Frank abre portas na net


Museu do anexo onde a jovem judia se escondeu durante a II Guerra Mundial lançou uma visita virtual aos espaços encobertos em que viveu com a família. Veja o vídeo.
A casa onde Anne Frank viveu durante a II Guerra Mundial vai deixar de ser visitável apenas fisicamente. O museu Anne Frank, com 50 anos de existência e um milhão de visitantes por ano, vai disponibilizar, no website oficial, um "tour" virtual do anexo onde a jovem judia se escondeu das forças Nazis com a família e amigos durante dois anos, entre 1942 e 1944.

"Por várias razões, nem todos conseguem visitar o anexo, quer seja devido a limitações físicas, quer por viverem muito longe. E devido ao espaço reduzido, apenas uma pequena fracção do espólio pode ser exposta no museu", pode ler-se na página oficial do Museu Anne Frank, que explica assim a decisão de criar a visita virtual.
O tour virtual apresenta detalhadamente items como as fotografias nas paredes, o padrão da roupa de cama e a cozinha apertada onde as oito pessoas viveram diariamente, sempre com medo de serem descobertas. Para além da mostra virtual do espaço físico, o plano avançado pelo Museu Anne Frank inclui ainda uma base de dados do espólio e uma "Linha de Tempo".
Anne Frank nasceu em 1929 em Frankfurt am Main, Alemanha, tendo posteriormente mudado para Amsterdão, Holanda. Em 1942, devido à chamada da irmã mais velha de Anne, Margot, para um campo de concentração, a família Frank escondeu-se num anexo atrás dos escritórios onde Otto, o pai, trabalhava. A eles juntaram-se Fritz Pfeffer e a família Van Pels.
Durante dois anos, as oito pessoas viveram escondidas e Anne detalhou minuciosamente, no seu diário, o dia-a-dia no anexo. Uma denúncia anónima levou à invasão do espaço pela autoridades nazis em Agosto de 1944. Anne Frank acabou por morrer de febre tifóide no campo de Bergen-Belsen em 1945, poucas semanas antes das tropas inglesas libertarem o lugar.
Otto Frank foi o único sobrevivente dos habitantes do anexo. O diário de Anne, publicado em mais de 60 línguas, é um dos mais famosos testemunhos do Holocausto nazi.