Catálogo da BE

quinta-feira, 1 de abril de 2010



Roteiro pelos Moinhos


11 de Abril de 2010, às 14h00



O Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental e o Museu do Traje da Câmara Municipal de Viana do Castelo, irão promover um roteiro por alguns moinhos recuperados e em funcionamento do Concelho de Viana do Castelo no próximo dia 11 de Abril pelas 14H00 para o público em geral.


Esta iniciativa, que pretende celebrar o Dia Nacional dos Moinhos (7 de Abril), terá como finalidade divulgar ao público em geral algum do património deste concelho, assim como apoiar a iniciativa “Um dia pela Vida” da Liga Portuguesa Contra o Cancro.


O transporte é assegurado pela autarquia de Viana do Castelo.


Inscrição Obrigatória (via e-mail ou telefone para o CMIA).


A Equipa do CMIA.


Câmara Municipal de Viana do Castelo


Divisão de Recursos Naturais



Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental


Rua da Argaçosa 4900-394 Viana do Castelo


Tel: 258 809 362 Fax: 258 809 397


cmia@cm-viana-castelo.pt www.cmia-viana-castelo.pt



Programa




14H00 - Concentração no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Viana do Castelo com visita ao Moinho de Maré (azenha D. Prior)



15H00 - Visita aos Moinhos de Carreço



16H00 - Visita à azenha de Outeiro e ao Núcleo Museológico de Outeiro



17H00 - Lanche no Núcleo Museológico de Outeiro (Museu do pão)



18H30 - Chegada ao CMIA



Custo: 10,00€ (2,50 € revertem para a Liga Portuguesa da Luta contra o Cancro)



O transporte é assegurado pela autarquia de Viana do Castelo.



quarta-feira, 31 de março de 2010

Feliz Páscoa


O nome Páscoa surgiu a partir da palavra hebraica pessach (passagem), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu. Esta libertação foi marcada pela travessia do Mar Vermelho, que se abriu para "passagem" dos filhos de Israel que Moisés conduziria para a Terra Prometida.
Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria.


Os símbolos da Páscoa


O ovo


O ovo é um daqueles símbolos que se explica por si mesmo.
Contém o fruto da vida, que representa o nascimento e a renovação. De uma forma simples, podemos dizer que é o símbolo da vida.


Os celtas, gregos, egípcios, fenícios, chineses e muitas outras civilizações acreditavam que o mundo nasceu de um ovo.


Na maioria das tradições, este "ovo cósmico" aparece depois de um período de caos.
Na Índia, por exemplo, acredita-se que uma gansa chamada Hamsa (um espírito considerado o "sopro divino") chocou o ovo cósmico e, daí, dividido em duas partes, o ovo deu origem ao céu e à terra (o céu seria a clara do ovo e a terra a gema).
O mito do ovo cósmico aparece também nas tradições chinesas. Antes do surgimento do mundo, quando tudo ainda era caos, um ovo semelhante ao de galinha abriu-se e, dos seus elementos pesados, surgiu a terra (Yin) e, de sua parte leve e pura, nasceu o céu (Yang).


Para os celtas, o ovo cósmico é parecido com o ovo de uma serpente. Para eles, o ovo representava o Universo: a gema era o globo terrestre, a clara o firmamento e a atmosfera, e a casca equivalia à esfera celeste e aos astros.


Na tradição cristã, o ovo aparece como uma renovação periódica da Natureza. Em muitos países europeus, ainda hoje há a crença de que comer ovos no Domingo de Páscoa traz saúde e sorte durante o resto do ano (ora vejam os folares da Páscoa!). E mais: um ovo posto na sexta-feira santa afasta as doenças!



O Coelho



Por serem animais com capacidade de gerar grandes ninhadas, a sua imagem simboliza a renovação e a vida nova.


A tradição do coelho da Páscoa não é portuguesa; foi levada para a América por imigrantes alemães em meados de 1700. Para eles, o coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã do Domingo de Páscoa. A tradição não veio para Portugal, mas a imagem do coelho, sim.



Os Símbolos Cristãos



O cordeiro, que simboliza Cristo, o cordeiro de Deus, que se sacrificou em favor de todo o rebanho, que são os homens.


A vela (chamada círio) que simboliza a luz e tem gravado os símbolos Alfa (o início - no alfabeto grego) e Ómega (o fim). Quer dizer: "Deus é o princípio e o fim de tudo".



A cruz - Todas as religiões e ideologias têm seu símbolo visual que exemplifica um aspecto importante de sua história ou crença. O cristianismo adotou como símbolo visual uma dos símbolos da época da Paixão e páscoa: a cruz. Já a partir do segundo século, os cristãos desenhavam, pintavam e gravavam a cruz como símbolo visual de sua fé e também faziam o sinal da cruz em si e nas outras pessoas que criam em Jesus.


A escolha da cruz como símbolo é surpreendente quando lembramos do horror com que era vista a crucificação no mundo antigo. O apóstolo Paulo tinha conhecimento disso quando escreveu: “Certamente a palavra da cruz é loucura...”Como alguém em seu juízo perfeito poderá adotar um Senhor, um Salvador que é morto numa cruz, que não consegue salvar-se nem a si mesmo?


A escolha da cruz como símbolo está baseada na sua centralidade nos propósitos do próprio Cristo. Pra nós, cristãos, a cruz não é ridícula, nem vergonhosa nem loucura. É o sinal claro e visível do amor de Deus pela sua criação, por cada um de nós. Através do sofrimento e morte de Jesus Cristo na cruz é que nós fomos resgatados por Deus das garras do pecado e da morte.



Que o Coelhinho da Páscoa traga ovos recheados de saúde, paz, amor, alegrias.


terça-feira, 30 de março de 2010

Congresso na ‘Benjamim Salgado’: A Primeira República e a Educação


A Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, em colaboração com o Núcleo de Educação, História e Museologia do Centro de Investigação e Intervenção Educativa da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto e a Secção de História da Educação da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação, vai organizar, entre 7 e 9 de Maio, em Joane, o Congresso A Primeira República e a Educação.
O Congresso destina-se a todos os docentes do 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário.
Para mais informações sobre o programa e inscrições, consulte www.espbs.net/cpre

segunda-feira, 29 de março de 2010

Espectáculo Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente



A partir do dia 11 de Abril, Byfurcação Teatro Associação Cultural promoverá o espectáculo Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, no Palácio Nacional de Sintra.


Para informações e reservas contactar os Serviços Educativos do Palácio Nacional de Sintra através do telefone 219106848 ou do seguinte endereço electrónico: pnsintra.servicoseducativos@imc-ip.pt

Protejam a Natureza!

As várias manifestações de arte estão sempre ao serviço da humanidade e são uma excelente forma de sensibilização para vários problemas que afectam o Homem, a Natureza e o Mundo. A literatura e a música são um bom exemplo dessa vertente. Michael Jackson também foi sensível a essa realidade. Deixamos, para este período quaresmal de interrupção das actividades lectivas, uma excelente música. A letra fala de desflorestação, sobrepesca e poluição. Vejam, ouçam e desfrutem!


domingo, 28 de março de 2010

Visita de Estudo ao Colégio Didálvi

As turmas do 7.º ano da nossa escola, no dia 23 de Março, realizaram uma visita de estudo ao Colégio Didálvi e à sua Quinta Pedagógica D´Alvarenga. Esta actividade foi da responsabilidade do grupo de EMRC (professora Rosa Costa e professor José Puga) e teve como objectivos favorecer as relações humanas e promover o contacto com outras realidades académicas, bem como com a fauna e a flora presente na quinta. O Colégio Didálvi e a Quinta Pedagógica situam-se Alvito (S. Pedro), Barcelos e recebe alunos da área envolvente. Embora seja um estabelecimento de ensino privado, os alunos não pagam qualquer quantia, visto que o Colégio Didálvi mantém um protocolo com o Ministério da Educação desde de 1984. O seu lema é o querer e o trabalho transformam o sonho em realidade.

Da parte da manhã, os nossos alunos foram recebidos no colégio onde lhes foi apresentada uma breve explicação relativa à história do colégio e àquilo que poderiam observar na quinta. Posteriormente, dirigiram-se para a quinta, contactando e conhecendo a sua fauna é flora. Depois de um energético piquenique compartilhado, da parte da tarde, deliciaram-se com muitas das actividades que a quinta oferece aos seus visitantes: escola de arte equestre, golfe, slide e dança.

O professor bibliotecário foi amavelmente convidado a participar nesta agradável visita de estudo pelos professores responsáveis. Estas actividades tão enriquecedoras são sempre de louvar e contribuem em larga escala para favorecer as relações humanas e as aprendizagens de todos os intervenientes.

sábado, 27 de março de 2010

Sessão Especial de Leitura/Leitura para Todos.

No dia 22 de Março, da parte da manhã, realizou-se na nossa BE/CRE a Sessão Especial de Leitura/Leitura para Todos. Tratou-se de uma iniciativa do Núcleo de Educação Especial em articulação com a BE/CRE e teve a colaboração da Dr.ª Paula (Biblioteca Municipal) e de dois alunos da Escola Secundária de Monserrate, um aluno cego e uma aluna com baixa visão. O que esta sessão procurou demonstrar é que é perfeitamente possível integrar estes alunos em contexto de sala de aula, apesar de a presença de alterações nas estruturas ou funções da visão colocar limitações à realização de actividades que envolvem este sentido. Todavia, o funcionamento visual não depende apenas das condições do respectivo sistema, decorrendo também de um processo interactivo com factores contextuais, passíveis de serem manipulados com vista a minimizar barreiras à actividade e à participação.
No caso dos alunos com baixa visão ou com cegueira, muitas das barreiras com que se confrontam no contexto escolar podem ser minoradas, ou mesmo ultrapassadas no processo de ensino e aprendizagem.
Assim, esta sessão teve como macro-objectivo sensibilizar ã comunidade educativa para a importância da plena integração destes alunos nas actividades curriculares de modo a promover a participação dos alunos com alterações nas estruturas ou funções da visão no sistema de ensino e a aquisição de competências que lhes permitam autonomia e sucesso na escola e na vida. A aquisição de competências fundamentais para o seu sucesso educativo estão intimamente relacionadas com o domínio da leitura e da escrita, focando aspectos fundamentais do treino de visão, do braille e das tecnologias de informação, sem descurar as estratégias a que o professor deve recorrer para melhorar os níveis de actividade e de participação do aluno nos diferentes contextos de vida.

Os processos cognitivos envolvidos na leitura a tinta e na leitura do braille são essencialmente os mesmos. As imagens conduzidas através das regiões específicas do cérebro são armazenadas e processadas para o seu sentido linguístico, sendo as mesmas para todo o tipo de leituras, sejam estas visuais ou tácteis. Artigos recentes, em jornais científicos, bem como na imprensa popular, referem que o cortex visual no cérebro, de indivíduos cegos ou normovisuais, é o lugar onde a imagem é armazenada. Portanto, a única diferença entre a leitura a negro e a leitura a braille está na modalidade de percepção necessária, para estabelecer um treino de transmissão de imagem através do cortex visual - quer dizer, os caminhos da visão para o cérebro por um lado e os caminhos do tacto por outro.

sexta-feira, 26 de março de 2010

À conversa com... Alexandra Lucas Coelho

À conversa com… é uma iniciativa da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo que visa promover, em torno do livro, o diálogo e a troca de conhecimentos com escritores contemporâneos, proporcionando a oportunidade de conviver de perto com os autores e a sua obra.
Pretende-se que seja um espaço de incentivo à leitura, de divulgação das obras dos autores da actualidade, de promoção da cultura e do conhecimento, e, sobretudo, de interacção entre o público leitor e os escritores.

Serve o presente para solicitar a divulgação, junto da comunidade escolar do próximo “À Conversa com… Alexandra Lucas Coelho”, que decorrerá na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal, no próximo dia 26 de Março, pelas 21H30.

Biografia da escritora:

Alexandra Lucas Coelho nasceu em Dezembro de 1967. Estudou teatro no I.F.I.C.T. e licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou dez anos na rádio continuando ainda hoje a colaborar com a RDP. Desde 1998 é jornalista no Público. A partir de 2001 viajou várias vezes pelo Médio Oriente /Ásia Central e esteve seis meses em Jerusalém como correspondente. Foram-lhe atribuídos prémios de reportagem do Clube Português de Imprensa, Casa da Imprensa e o Grande Prémio Gazeta 2005. Em 2007 publicou «Oriente Próximo» (Relógio D’Água), narrativas jornalísticas entre israelitas e palestinianos. «Caderno Afegão» é o seu segundo livro.

Encontros de Viana - Cinema e Vídeo

A Associação AO NORTE vai realizar, de 02 a 09 de Maio, os X Encontros de Viana - Cinema e Vídeo.
No âmbito deste evento tem lugar nos dias 4, 5 e 6 de Maio (terça, quarta e quinta-feira), o projecto Histórias na Praça, que tem como principal objectivo permitir o contacto dos alunos das escolas com a linguagem audiovisual.
Esta iniciativa vai permitir que uma turma que queira realizar um pequeno filme apresente essa proposta, até ao dia 16 de Abril de 2010, na ficha de candidatura própria (solicitar na BE/CRE).
A organização informará a Escola se a turma foi seleccionada e, em caso afirmativo, a Associação AO NORTE disponibilizará o equipamento de filmagem e uma equipa técnica, sendo a gravação da ideia proposta acompanhada e apoiada pelo realizador Pedro Sena Nunes.
A filmagem terá como cenário a Praça da República e decorrerá no horário previamente acordado com a Escola (realizam-se duas sessões diárias, uma das 9.00 às 12.00 horas e outra das 14.30 às 17.30 horas).

No final da gravação a turma terá oportunidade de visionar as imagens gravadas e, depois de montado, o trabalho será oferecido à Escola.

 As Escolas podem fazer a sua inscrição enviando a ficha em anexo para:

 AO NORTE - Associação de Produção e Animação Audiovisual
Praça D. Maria II, n.º 113 - r/c
4900-489 Viana do Castelo
Fax: 258 821 619

 Na certeza de que a participação dessa Escola muito irá contribuir para o êxito das Histórias na Praça, solicitamos a divulgação desta proposta por todos os professores e alunos.
 P'la A Direcção
Rui Bandeira Ramos
Informações adicionais:
tlm. 96 2834852
tel./fax 258 821 619
e-mail ao-norte@nortenet.pt

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

AO NORTE - Associação de Produção e Animação Audiovisual
Praça D. Maria II, 113, r/c
4900-489 Viana do Castelo
Portugal
Tel.: 00351 258 821 619
Fax: 00351 258 821 619
E-mail: ao-norte@nortenet.pt
+ info: www.ao-norte.com


CONVERSAS DE FIM DE TARDE SOBRE BIODIVERSIDADE

CONVERSAS DE FIM DE TARDE SOBRE BIODIVERSIDADE

26 de MARÇO, às 18h00, no CMIA de Viana do Castelo


Tema: Borboletas

Contaremos com a presença do Prof. Ernestino Maravalhas da Associação Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal (Museu Nacional de História Natural) e da Prof. Conceição Sá da Escola EB2,3 de Lanheses para nos falar do projecto sobre a monitorização da qualidade ambiental do meio a partir das borboletas.
Até ao fim de 2010, as “Conversas de Fim de Tarde” realizam-se bimestralmente com temas associados ao “Ano Internacional da Biodiversidade”.

Entrada livre.

A Equipa do CMIA

 
Câmara Municipal de Viana do Castelo
Divisão de Recursos Naturais

Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental
Rua da Argaçosa
4900-394 Viana do Castelo
Tel: 258 809 362
Fax: 258 809 397
cmia@cm-viana-castelo.pt
www.cmia-viana-castelo.pt

sábado, 20 de março de 2010

O que é o dia do Pai?


• O Dia do Pai celebra-se a 19 de Março.
• Por que é que calha nesta data?

• É porque este é o dia de S. José, o pai de Jesus. Assim faz-se uma homenagem especial a todos os pais do mundo.

• S. José, marido de Maria, era carpinteiro e vivia na cidade de Nazaré, na Galileia. Ao que parece, era um bom homem e aceitou ser o pai de Jesus.

• A sua história vem contada na Bíblia.

• O culto a São José começou no século IX.

• Não se sabe ao certo em que data José nasceu ou morreu, mas o papa Gregório XV, em 1621, referiu a data de 19 de Março como a da sua morte.

• E assim ficou a ser o seu dia!

• Tornou-se também o santo padroeiro (protector) dos carpinteiros, pela profissão que tinha.

• O nome José vem do hebreu (Youssef) e significa "que Deus acrescente".

• E ser pai?

• Mas ser pai é algo muito importante.

• É uma alegria, mas também é uma grande responsabilidade.

• É o pai que (junto com a mãe, claro) deve acompanhar, proteger, cuidar e ensinar muitas coisas aos seus filhos.

Deve ser justo, bom, estar presente sempre e ser carinhoso. Também deve ser firme e educar bem.

DIA DO PAI

A BE/CRE, em colaboração com a professora Rosa Costa (EMRC), comemorou mais uma data festiva do nosso calendário, o dia 19 de Março, dia do Pai. Assim, foram elaborados cartões com um poema de José Jorge Letria que foram distribuídos, pelos monitores da BE/CRE, por todos os possíveis pais da nossa escola, professores e assistentes operacionais.

O Dia do Pai constitui uma homenagem aos pais de todo o mundo. Em Portugal o Dia do Pai celebra-se a 19 de Março, o Dia dedicado a São José, pai de Jesus. A criação de um dia de homenagem aos pais terá acontecido nos Estados Unidos quando Sonora Luise pretendia um dia especial para homenagear o seu pai, William Smart, um veterano da Guerra.

sexta-feira, 19 de março de 2010



Dia do Pai


É um dia iluminado
pela ternura de quem ama
em cada filho o futuro
como se fosse uma chama
que nada pode apagar,
seja o vento, seja a chuva,
seja a tormenta do mar.
É um dia carinhoso
como uma história para contar
que só acaba à noite
quando nos vamos deitar,
ao colo do nosso pai
com uma canção de embalar.

José Jorge Letria, “O livro dos dias”

sexta-feira, 12 de março de 2010

Manuela Monteiro: o prazer dos livros e da leitura (texto gentilmente cedido pela própria escritora)


A minha caminhada, de há mais de uma dezena de anos, por tantas e tão variadas escolas, tem como objectivo tentar “contagiar” os alunos com o meu amor aos livros e à leitura.

Como sempre tentei praticar a pedagogia do exemplo, falo-lhes da minha experiência pessoal como leitora.

Foram as histórias do “Era uma vez…” que ouvi no colo doce do meu avô; e as histórias de bruxas, feiticeiras, fadas, príncipes e princesas encantadas que uma das minhas tias me lia (eu ainda não sabia ler), em livros bem feiinhos e desengraçados, que determinaram a minha paixão pelas histórias e pelos livros. Pela leitura, enfim.

A minha vida profissional de professora de Português e a outra, mais pessoal e mais íntima, provaram-me que os livros da nossa vida são os que lemos na infância, na adolescência e na juventude pois são eles que moldam o carácter, nos fornecem “modelos” e se tornam uma espécie de “bússola” muito nossa.

Steinbeck, que eu li na minha juventude e foi e continua a ser uma das minhas referências, escrevia no seu livro A Taça de Oiro que, enquanto um adulto conserva dentro de si a infância, voa; se a perde, rasteja.

Sophia – talvez a minha bússola maior – num tempo em que isso fazia todo o sentido, confessava-se preocupada com a ausência de magia na literatura infantil. Dizia que roubar a magia às crianças é mutilá-las, impedi-las de exercitar a imaginação e o sonho e de crescer de maneira harmoniosa. É nas histórias de fadas que a criança encontra um sentido para a vida pois as histórias são uma metáfora do real, do vivido.

Einstein, físico e prémio Nobel, dizia a uma mãe que o questionava sobre as leituras que deveria dar ao seu filho: “ Se quiser que o seu filho seja brilhante, conte-lhe histórias de fadas. Se quiser que ela seja ainda mais brilhante, conte-lhe mais histórias de fadas”.

António Torrado disse que os primeiros destinatários da literatura infanto-juvenil deveriam ser os adultos sobretudo os que já tivessem esquecido os valores universais e intemporais que esta literatura, a mais comprometida das literaturas, consigo transporta.

Quando comecei a ler os meus primeiros livros pelas escolas, os alunos colocavam invariavelmente a questão dos valores e perguntavam-me se era para lhos transmitir que escrevia. Eu respondia-lhes que só tinha pensado em escrever histórias de que eles gostassem e que os motivassem para a leitura. Os valores apareciam, sem eu própria me dar conta, porque eles faziam parte de mim.

Penso que só então completamente me apercebi da responsabilidade acrescida que é escrever para crianças e para jovens. E a partir de determinado momento, assumi os valores que, em cada uma das histórias, queria transmitir. Assim, sem abdicar do sentido estético e lúdico, este assumir dos valores tornou-se a matriz daquilo que escrevo.

Num encontro muito recente com alunos do oitavo ano que tinham lido A Casa da Romãzeira, o meu último livro, uma aluna perguntou-me e cito “se com este livro eu queria ensinar-lhes coisas, dar-lhes lições”. Agradeci a deixa e perguntei a todos os presentes se o que a colega tinha dito os fazia sentir como eu sempre me senti em relação às fábulas que me incomodavam pela sua inevitável “moralidade”, tantas vezes duvidosa. Um coro de vozes “precisamos de saber estas coisas, fazem-nos bem”, tranquilizou-me porque nestas idades o diálogo é sempre aberto e franco. Verdadeiro.

Tranquilizou-me em relação a este livro e em relação ás outras cinco histórias já escritas, mas ainda não publicadas – pelo menos em forma de livro – e que são todas elas igualmente mensageiras e comprometidas

Penso que vivemos uma crise que não é só económica, mas é também uma crise de valores. Vou mais longe e penso que a crise económica radica, em grande parte, nessa crise de valores. Mas isso já é meter a foice em seara alheia. Ou não será?

Deixo-vos com o apelo á leitura pois é com a ajuda dela que vós vos tornareis seres humanos mais sábios, mais solidários e mais felizes. Cidadãos mais conscientes e mais capazes de construírem um mundo melhor. Sonhadora? Quem não sonha está morto por dentro.

Leiam, leiam muito. Aquilo de que mais gostarem pois é vosso direito de leitores pôr de parte os livros que não vos agradarem. Foi o que sempre fiz e ainda continuo a fazer.

E um dia direis comigo, citando Ana Teresa Pereira: “eu sou feita da matéria dos livros”.


E não há no mundo matéria melhor!



A Semana da Leitura decorreu na escola sede de 1 a 5 de Março, tal como o sugerido pelo PNL. Foram várias as iniciativas levadas a efeito durante esta semana com o objectivo de promover a leitura e o livro. As mesmas foram da responsabilidade da BE/CRE e do grupo de Portugês, que, através de um trabalho de articulação, promoveram sessões de declamação de poesia. Como nos últimos anos se tem sugerido um tema aglutinador, este foi dedicado a Viana do Castelo e aos seus poetas. Assim, ao longo da semana, no espaço da BE/CRE houve sessões de poesia vianense. No último dia, sexta-feira, os alunos do 8.º F, com todo o mérito de poetas do Lethes e das suas gentes, encheram o espaço da BE com as suas belas poesias, acompanhadas ao som dos típicos bombos minhotos. Ah, grandes poetas! No átrio de entada da escola foi montada uma esposição alusiva ao tema, com material gentilmente cedido pela VianaFestas. Também tivemos a presença da escritora Manuela Monteiro com a apresentação do seu livro: A Casa da Romãzeira. Para além de nos ter proporcionado uma excelente tarde de quarta-feira, partilhou connosco a paixão pela leitura e pelos livros.


Na última semana de Março realizar-se-á a Semana da Leitura na Escola E.B. 1 da Abelheira, que contará com a Grande Feira do Livro do Agrupamento.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Dança carola

Os alunos do 4.º ano da E.B. 1 do Calvário participaram no projecto de trabalho, promovido pelo Plano Nacional de Leitura (PNL) em parceria com a Fundação Inês de Castro, o concurso "Inês de Castro". Esta participação foi dinamizada pela Biblioteca Escolar do Agrupamento, pela professora de Música (AEC) e pela professora Titular de Turma, que culminou com a realização de um filme onde todos os alunos da turma protagonizaram uma cena campestre do tempo de D. Inês de Castro, manifestada através da dança Carola.
A Carola é, provavelmente, o tipo coreográfico medieval mais difundido na Europa e no resto do mundo. A sua simplicidade contribuiu, decerto, para tal facto. É uma dança de roda em que os dançarinos formam uma roda, intercalando os do sexo masculino com os do feminino. Na fórmula mais difundida, dão as mãos uns aos outros, virados para o centro do círculo, evoluindo a roda no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.
As filmagens decorreram num cenário tipicamente medieval, em Nogueira, na Igreja de S. Cláudio. O momento ficou marcado pelo empenho de todos os seus intervenientes e, sobretudo, pelo grande desempenho dos seus protagonistas.

Parabéns a todos!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Exposição "colheres de pau"



O grupo de inglês organizou na BE/CRE uma exposição comemorativa do "Dia dos Namorados" a partir de colheres-de-pau. As colheres, modelos de casalinhos enamorados, fizeram as delícias de miúdos e graúdos.


domingo, 7 de março de 2010



A escritora, letrista e actriz Rosa Lobato Faria, morreu, dia 2 de Fevereiro de 2010, aos 77 anos, depois de uma semana de internamento num hospital privado. Foi colaboradora (dizendo poesias) de David Mourão-Ferreira em programas literários da televisão. Autora, entre outros, dos romances Flor do Sal, A Trança de Inês, Romance de Cordélia, O Prenúncio das Águas, ou mais recentemente A Estrela de Gonçalo Enes (ed. Quasi). Publicamos aqui a 'autobiografia' que escreveu para o JL há dois anos.


Autobiografia.


Quando eu era pequena havia um mistério chamado Infância. Nunca tínhamos ouvido falar de coisas aberrantes como educação sexual, política e pedofilia. Vivíamos num mundo mágico de princesas imaginárias, príncipes encantados e animais que falavam. A pior pessoa que conhecíamos era a Bruxa da Branca de Neve. Fazíamos hospitais para as formigas onde as camas eram folhinhas de oliveira e não comíamos à mesa com os adultos. Isto poupava-nos a conversas enfadonhas e incompreensíveis, a milhas do nosso mundo tão outro, e deixava-nos livres para projectos essenciais, como ir ver oscilar os agriões nos regatos e fazer colares e brincos de cerejas. Baptizávamos as árvores, passeávamos de burro, fabricávamos grinaldas de flores do campo. Fazíamos quadras ao desafio, inventávamos palavras e entoávamos melodias nunca aprendidas.


Na Infância as escolas ainda não tinham fechado. Ensinavam-nos coisas inúteis como as regras da sintaxe e da ortografia, coisas traumáticas como sujeitos, predicados e complementos directos, coisas imbecis como verbos e tabuadas. Tinham a infeliz ideia de nos ensinar a pensar e a surpreendente mania de acreditar que isso era bom. Não batíamos na professora, levávamos-lhe flores.


E depois ainda havia infância para perceber o aroma do suco das maçãs trincadas com dentes novos, um rasto de hortelã nos aventais, a angustia de esperar o nascer do sol sem ter a certeza de que viria (não fosse a ousadia dos pássaros só visíveis na luz indecisa da aurora), a beleza das cantigas límpidas das camponesas, o fulgor das papoilas. E havia a praia, o mar, as bolas de Berlim. (As bolas de Berlim são uma espécie de ex-libris da Infância e nunca mais na vida houve fosse o que fosse que nos soubesse tão bem).


Aos quatro anos aprendi a ler; aos seis fazia versos, aos nove ensinaram-me inglês e pude alargar o âmbito das minhas leituras infantis. Aos treze fui, interna, para o Colégio. Ali havia muitas raparigas que cheiravam a pão, escreviam cartas às escondidas, e sonhavam com os filmes que viam nas férias. Tínhamos a certeza de que o Tyrone Power havia de vir buscar-nos, com os seus olhos morenos, depois de nos ter visto fazer uma entrada espampanante no salão de baile onde o Fred Astaire já nos teria escolhido para seu par ideal.


Chamava-se a isto Adolescência, as formas cresciam-nos como as necessidades do espírito, música, leitura, poesia, para mim sobretudo literatura, história universal, história de arte, descobrimentos e o Camões a contar aquilo tudo, e as professoras a dizerem, aplica-te, menina, que vais ser escritora. Eram aulas gloriosas, em que a espuma do mar entrava pela janela, a música da poesia medieval ressoava nas paredes cheias de sol, ay eu coitada, como vivo em gran cuidado, e ay flores, se sabedes novas, vai-las lavar alva, e o rio corria entre as carteiras e nele molhávamos os pés e as almas.



Além de tudo isto, que sorte, ainda havia tremas e acentos graves. Mas também tínhamos a célebre aula de Economia Doméstica de onde saíamos com a sensação de que a mulher era uma merdinha frágil, sem vontade própria, sempre a obedecer ao marido, fraca de espírito que não de corpo, pois, tendo passado o dia inteiro a esfregar o chão com palha de aço, a espalhar cera, a puxar-lhe o lustro, mal ouvia a chave na porta havia de apresentar-se ao macho milagrosamente fresca, vestida de Doris Day, a mesa posta, o jantarinho rescendente, e nem uma unha partida, nem um cabelo desalinhado, lá-lá-lá, chegaste, meu amor, que felicidade! (A professora era uma solteirona, mais sonhadora do que nós, que sabia todas as receitas do mundo para tirar todas as nódoas do mundo e os melhores truques para arear os tachos de cobre que ninguém tinha na vida real).


Mas o que sabíamos nós da vida real? Aos 17 anos entrei para a Faculdade sem fazer a mínima ideia do que isso fosse. Aos 19 casei-me, ainda completamente em branco (e não me refiro só à cor do vestido). Só seis anos, três filhos e centenas de livros mais tarde é que resolvi arrumar os meus valores como quem arruma um guarda-vestidos. Isto não, isto não se usa, isto não gosto, isto sim, isto seguramente, isto talvez. Os preconceitos foram os primeiros a desandar, assim como todos os itens que à pergunta porquê só me tinham respondido porque sim, ou, pior, porque sempre foi assim. E eu, tumba, lixo, se sempre foi assim é altura de deixar de ser e começar a abrir caminho às gerações futuras (ainda não sabia que entre os meus 12 netos se contariam nove mulheres). Ouvi ontem uma jovem a dizer, a revolução que nós fizemos nos últimos anos. Não meu amor: a revolução que NÓS fizemos nos últimos 50 anos. Mas não interessa quem fez o quê. É preciso é que tenha sido feito. E que seja feito. E eu fiz tudo, quando ainda não era suposto. Quando descobri que ser livre era acreditar em mim própria, nos meus poucos, mas bons, valores pessoais.


Depois foram as circunstâncias da vida. A alegria de mais um filho, erros, acertos, disparates, generosidades, ingenuidades, tudo muito bom para aprender alguma coisa. Tudo muito bom. Aprender é a palavra-chave e dou por mal empregue o dia em que não aprendo nada. Ainda espero ter tempo de aprender muita coisa, agora que decidi que a Bíblia é uma metáfora da vida humana e posso glosar essa descoberta até, praticamente, ao infinito.


Pois é. Eu achava, pobre de mim, que era poetisa. Ainda não sabia que estava só a tirar apontamentos para o que havia de fazer mais tarde. A ganhar intimidade, cumplicidade com as palavras. Também escrevia crónicas e contos e recados à mulher-a-dias. E de repente, aos 63 anos, renasci. Cresceu-me uma alma de romancista e vá de escrever dez romances em 12 anos, mais um livro de contos (Os Linhos da Avó) e sete ou oito livros infantis. (Esta não é a minha área, mas não sei porquê, pedem-me livros infantis. Ainda não escrevi nenhum que me procurasse como acontece com os romances para adultos, que vêm de noite ou quando vou no comboio e se me insinuam nos interstícios do cérebro, e me atiram para outra dimensão e me fazem sorrir por dentro o tempo todo e me tornam mais disponível, mais alegre, mais nova).


Isto da idade também tem a sua graça. Por fora, realmente, nota-se muito. Mas eu pouco olho para o espelho e esqueço-me dessa história da imagem. Quando estou em processo criativo sinto-me bonita. É como se tivesse luzinhas na cabeça. Há 45 anos, com aquela soberba muito


feminina, costumava dizer que o meu espelho eram os olhos dos homens. Agora são os olhos dos meus leitores, sem distinção de sexo, raça, idade ou religião. É um progresso enorme.


Se isto fosse uma autobiografia teria que dizer que, perto dos 30, comecei a dizer poesia na televisão e pelos 40 e tais pus-me a fazer umas maluqueiras em novelas, séries, etc. Também escrevi algumas destas coisas e daqui senti-me tentada a escrever para o palco, que é uma das coisas mais consoladoras que existem (outra pessoa diria gratificantes, mas eu, não sei porquê, embirro com essa palavra). Não há nada mais bonito do que ver as nossas palavras ganharem vida, e sangue, e alma, pela voz e pelo corpo e pela inteligência dos actores. Adoro actores. Mas não me atrevo a fazer teatro porque não aprendi.


Que mais? Ah, as cantigas. Já escrevi mais de mil e 500 e é uma das coisas mais divertidas que me aconteceu. Ouvir a música e perceber o que é que lá vem escrito, porque a melodia, como o vento, tem uma alma e é preciso descobrir o que ela esconde. Depois é uma lotaria. Ou me cantam maravilhosamente bem ou tristemente mal. Mas há que arriscar e, no fundo, é só uma cantiga. Irrelevante.


Se isto fosse uma autobiografia teria muitas outras coisas para contar. Mas não conto. Primeiro, porque não quero. Segundo, porque só me dão este espaço que, para 75 anos de vida, convenhamos, não é excessivo.


Encontramo-nos no meu próximo romance.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Maria Teresa Maia Gonzalez



Maria Teresa Maia Gonzalez, licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, co-autora da colecção "O Clube das Chaves", da qual já se publicaram 21 volumes, é autora de inúmeras outras obras, incluindo vários títulos premiados. "A Lua de Joana", o seu maior sucesso editorial, já conta com 16 edições e 220 000 exemplares vendidos. O seu livro, "O Pai no Tecto", tem sido igualmente bem recebido pelos jovens leitores e professores.
É uma das mais vendidas e prestigiadas autoras portuguesas de livros dedicados a crianças e jovens adolescentes. Inicia com a publicação deste livro na Principia, uma colaboração na área dos livros para crianças e jovens adolescentes, com livros cujo conteúdo pretende transmitir uma mensagem espiritual e um sentido de religiosidade adaptado à idade do público-alvo.


quinta-feira, 4 de março de 2010

Sempre do Teu Lado.



Livro recomendado para o 6º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma e/ou a leitura com apoio do professor ou dos pais.


Da autoria de Maria Teresa Maia González, autora do bestseller A Lua de Joana, Sempre do Teu Lado é um verdadeiro hino à amizade! Uma carta de Félix, um cão, ao seu dono, Guilherme! Félix acompanha Guilherme desde os 12 anos, nos melhores e nos piores momentos da sua vida. Tornam-se amigos de verdade e grandes confidentes. Mas a vida de Guilherme evolui, este cresce, sai de casa dos pais, e a Feliz resta-lhe esperar que um dia o seu amigo regresse...